Edição de 12 de setembro de 2026
O que o Diário registrou enquanto o país olhava para o Supremo
Nas duas últimas semanas a atenção pública esteve num só lugar, o Supremo Tribunal Federal. O Diário Oficial não parou: foram nove edições regulares e vinte extras, 32.117 publicações e 94 atos nas edições extras da Seção 1. Lemos tudo, e o que sobra quando se tira o Supremo é isto: dinheiro mudando de lugar sem votação, e regras sendo desfeitas em silêncio.
No dinheiro, o Congresso deixou caducar cinco medidas provisórias sem votação final, três delas de crédito extraordinário que somavam R$ 22,33 bilhões, e o registro disso saiu em cinco atos curtos na Seção 1 mais volumosa da quinzena, a do dia seguinte ao feriado. No dia seguinte, o Executivo abriu outros R$ 6,98 bilhões pelo mesmo instrumento. O que se moveu por portaria também merece ser lido: R$ 764 milhões deixaram linhas de ferrovia para pagar rodovias, e R$ 531 milhões deixaram o fundo que financia o Minha Casa, Minha Vida para pagar universidades e institutos federais, o INSS, a Hemobrás, a Polícia Rodoviária e, em uma linha de onze milhões, a segurança presidencial.
Nas regras, a Receita Federal tirou seis das dezessete empresas da sua lista de julho de devedores contumazes, cinco delas do setor de combustíveis, seis semanas depois de publicá-la. A Advocacia-Geral da União apagou o trecho que dizia como depósitos judiciais contam como pagamento nas transações. O Conselho do FGTS trocou uma autorização para reinvestir R$ 311 milhões por uma ordem de sacar R$ 5,85 bilhões. O Conselho do PPI retirou seis aeroportos que havia incluído seis meses antes. E a Presidência vetou, numa edição extra de sexta-feira, os catorze dispositivos de uma lei complementar que favoreciam o contribuinte. O Congresso, do seu lado, deliberou quatro dias e parou: aprovou, num só dia e nas duas Casas, uma lei que tira três benefícios tributários das travas fiscais, e depois não marcou mais nenhuma sessão deliberativa.
| 🏢 Descubra tudo o que os registros públicos mostram sobre uma empresa. Processos judiciais, contratos com o governo, dívida ativa, sanções, sócios e ex-sócios e publicações oficiais, cada registro com a fonte para conferir. Relatórios a partir de R$ 39,90, pagamento único, sem assinatura e sem criar conta: atlaspublico.com.br/consultar-empresa. |
🧾 O dinheiro que mudou de lugar sem votação final
📌 A quinzena em seis linhas
📅 A semana que começa
⚖️ O que foi desfeito, e o que se ampliou
🏛️ Congresso: quatro dias, uma lei contra as travas, e o silêncio
🔎 Sob a lupa
🏦 R$ 4,92 bilhões em garantias num dia, R$ 2,74 bilhões em edição extra
🏗️ Contratos
📈 Mercado em 30 segundos
🚫 Multas e sanções
🔍 Lemos tudo — até isto
💰 O termômetro
📚 Oportunidades & editais
📋 Consultas públicas abertas
📤 Esta edição também está publicada, aberta e sem login: atlaspublico.com.br/boletim-semanal/2026-09-12. Se algo aqui foi útil, encaminhe para quem precisa acompanhar isso de perto: é assim que este boletim cresce.
Tem uma pauta, um contrato suspeito ou uma correção? Responda a este e-mail e conte pra gente – lemos cada mensagem.
Os destaques das fontes oficiais, toda semana no seu e-mail.
Grátis. Um e-mail por semana; cancele com um clique.