A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara aprovou, em 4 de novembro de 2026, o Requerimento 123/2026, que pede ao ministro da Defesa informações detalhadas sobre a presença, a movimentação e a infiltração de grupos guerrilheiros, organizações armadas estrangeiras e organizações criminosas transnacionais na Amazônia brasileira. A aprovação autoriza o envio do pedido de informação pela comissão; o Ministério da Defesa ainda não respondeu.

O requerimento é de autoria do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP) e foi subscrito pelo deputado Sargento Fahur (PL/PR). A votação foi simbólica, sem registro de votos individuais nem placar. O texto se baseia no art. 50, § 2º, da Constituição, que permite à Câmara pedir informações a ministros de Estado.

Na justificação, o autor afirma que a Amazônia não deve ser tratada apenas como questão ambiental, econômica ou social, mas como território estratégico. Cita a extensa faixa de fronteira, a dificuldade de fiscalização de áreas remotas, cortes no orçamento de programas de defesa e a atuação de organizações criminosas transnacionais. Pede atenção especial às fronteiras com Colômbia, Venezuela, Peru e Bolívia.

O texto menciona ainda que o Ministério Público Federal abriu investigação sobre a entrada ilegal e a permanência de grupos armados estrangeiros e pediu informações ao Exército, à Marinha, à Aeronáutica e à Polícia Federal. De acordo com reportagem da Veja, o inquérito trata do extremo norte do Amazonas, na fronteira com a Colômbia.

São 25 questionamentos ao ministro. Entre eles: quais grupos são monitorados pelo ministério; se há informações de inteligência sobre infiltração de integrantes de grupos estrangeiros; se há indícios de ingresso de integrantes do ELN e de dissidências das FARC; e se há cooperação entre esses grupos e facções brasileiras ligadas ao narcotráfico.