O deputado Capitão Alberto Neto (PL/AM) apresentou em 20 de outubro de 2026 o Requerimento de Informação 2777/2026, dirigido ao Ministro de Estado da Defesa. O texto pede informações sobre o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas instalado no Amazonas para o combate aos incêndios florestais. O requerimento foi apenas protocolado: não há tramitação posterior nem votação registrada na Câmara.

Na justificativa, o deputado afirma que o Amazonas atravessa uma das mais graves crises de incêndios de sua história recente, com Manaus e mais de três dezenas de municípios encobertos por fumaça, aulas suspensas e rede hospitalar sob pressão. Segundo o texto, o Governo Federal anunciou em 18 de outubro de 2026, em Manaus, a instalação do Estado-Maior Conjunto, reunindo Exército, Marinha e Aeronáutica sob coordenação do Ministério da Defesa e por tempo indeterminado. O apoio federal às operações, diz ele, começou em 9 de outubro.

O parlamentar considera a medida bem-vinda, mas afirma que não foram divulgados o efetivo destacado, os custos, as fontes de financiamento nem os critérios de alocação dos meios entre os municípios. Também menciona que foi admitido o possível deslocamento dos recursos para outros estados da região.

Entre as perguntas ao ministério estão: qual o ato normativo que ativou o Estado-Maior, quem é o comandante designado, a previsão de duração e a área de atuação. Pede ainda o efetivo empregado por Força, com o número de aeronaves, embarcações e equipamentos mobilizados.

Sobre os recursos, o deputado quer saber o custo estimado e se a fonte é dotação própria do Ministério da Defesa, crédito extraordinário ou repasse de outros órgãos, além do valor já empenhado e executado. Pergunta também quais critérios definem a priorização dos municípios, em especial os do sul do estado e os de difícil acesso, e como se dá a integração com Ibama, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e prefeituras.