O deputado Capitão Alberto Neto (PL/AM) apresentou em 28 de outubro de 2026 a Indicação 1647/2026, que sugere ao ministro da Saúde o aperfeiçoamento dos alertas personalizados de rastreamento do câncer de mama enviados pelo canal oficial do Governo Federal no WhatsApp. A indicação é uma sugestão, sem força de lei, e não tem votação registrada: o registro da Câmara mostra apenas a apresentação.

Segundo o texto, neste Outubro Rosa o Ministério da Saúde passou a enviar mensagens a mulheres de 50 a 74 anos sem registro de mamografia no SUS nos últimos dois anos, orientando-as a procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O deputado considera a iniciativa correta, mas afirma que ela transfere à mulher todo o esforço de buscar o exame e não assegura que ele estará disponível. Diz ainda que a mensagem não informa qual unidade procurar nem permite agendar.

O autor propõe seis providências. A primeira é que o alerta ofereça, no próprio canal, a solicitação ou o agendamento do exame, ou ao menos a indicação da UBS de referência, com endereço e horário, em integração com o agendamento por WhatsApp já em teste no SUS e com o aplicativo Meu SUS Digital.

Outra providência é que a destinatária possa informar que fez a mamografia na rede privada ou por plano de saúde. O Ministério cruzaria as bases do Sistema de Informação do Câncer (Siscan) com as da saúde suplementar, para evitar alertas indevidos e medir melhor a cobertura real do rastreamento.

Para o Amazonas e os demais estados da Região Norte, a indicação pede que o envio dos alertas venha com pactuação com estado e municípios, com unidades móveis terrestres e fluviais nos municípios sem mamógrafo e cronograma de atendimento na própria mensagem. O texto cita que, em 2024, as duas carretas da saúde do Governo do Estado atenderam Manaus e apenas sete dos 61 municípios do interior.