A Polícia Militar do Estado de Goiás publicou, no Diário Oficial do Estado de 20 de outubro de 2026, a Portaria PM nº 22.788, de 16 de outubro de 2026. O ato declara a perda das prerrogativas militares do subtenente PM veterano da reserva remunerada Nery Kennedy Cruz. A portaria é assinada pelo Comandante-Geral, coronel Marcelo Granja.
A medida decorre de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) Especial conduzido por Conselho de Ética e Disciplina, instaurado para julgar se o subtenente poderia manter as prerrogativas da corporação. Ele era acusado de ferir preceitos éticos e morais do militarismo, a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe, e de praticar fato doloso definido como crime punível com reclusão.
Segundo a portaria, em 10 de novembro de 2025 foi cumprido mandado de prisão definitivo contra ele, emitido pela 2ª Vara Judicial da Comarca de Piracanjuba. Ele foi condenado, por sentença transitada em julgado, pelo crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal), à pena de 14 anos de prisão em regime fechado.
No Parecer Final nº 1/2026, os conselheiros concluíram, por unanimidade, que ele é culpado das acusações e opinaram pela perda das prerrogativas, por estar na reserva remunerada. Os votos foram proferidos na presença do acusado e de sua defesa.
O Corregedor da Polícia Militar concordou integralmente com o parecer e decidiu aplicar a sanção. A defesa e o acusado foram notificados e não apresentaram recurso. O Comandante-Geral homologou a decisão, com base no art. 99, § 3º, da Lei nº 19.969/2018 (Código de Ética e Disciplina dos Militares do Estado de Goiás).
A portaria determina ao Comando de Inteligência (COINT) o recolhimento de todo o material pertencente à Fazenda Pública Estadual, inclusive a identidade militar e a de eventuais dependentes, que deve ser encaminhada ao Gabinete de Identificação da PMGO. Se for o caso, o comando deve pedir indenização do material extraviado. O Comando de Gestão e Finanças deve providenciar, por meio de suas seções de Recursos Humanos e de Execução Orçamentária e Financeira, o que lhe compete. A portaria vale desde a publicação.