A deputada Júlia Zanatta (PL/SC) apresentou em 19 de outubro de 2026 o Requerimento de Informação 2767/2026, dirigido ao Ministro de Estado de Minas e Energia. O texto pede dados sobre o acesso de Amauri Rodrigues Pinha e de representantes da Empresa Construtora Brasil (ECB/Mota-Engil) à sede do Ministério e à Petrobras. Pede também o detalhamento dos contratos da estatal com a ECB/Mota-Engil, com consórcios de que ela participa e com Camargo Corrêa, Galvão Engenharia e Andrade Gutierrez. O requerimento só foi apresentado e não tem tramitação posterior registrada na Câmara.
O pedido tem 37 itens. Sobre acessos, a deputada quer a relação de entradas e saídas, credenciais e acessos fora do expediente desde 1º de janeiro de 2013. Quer ainda audiências, reuniões e contatos com autoridades do Ministério e da governança da Petrobras, com indicação dos que não constaram da agenda pública. Pede também um quadro que cruze essas reuniões com os marcos dos contratos, nos 30 dias anteriores e posteriores a cada um.
Sobre contratos, o requerimento cobre o período desde 1º de janeiro de 2003. Pede modalidade de contratação, propostas, valores, aditivos, pedidos de reequilíbrio, instâncias de aprovação, auditorias, sanções e composição dos consórcios. Entre os contratos divulgados ao mercado, cita um de cerca de R$ 4,4 bilhões, anunciado em 6 de outubro de 2025, para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc). Nele, o Grupo Mota-Engil teria 33% do consórcio.
Cita ainda dois contratos de cerca de € 490 milhões, anunciados em maio de 2025: um para plataformas offshore (cerca de € 250 milhões, 48 meses) e outro para descomissionamento em Marlim (cerca de € 240 milhões, 60 meses). Há também um de cerca de R$ 728 milhões, anunciado em 8 de abril de 2026, para serviços submarinos na Bacia de Campos, e o dos "Almoxarifados Submarinos", prorrogado por cinco meses.