O deputado Cabo Gilberto Silva (PL/PB), Líder da Oposição na Câmara, apresentou em 19 de outubro de 2026 o Requerimento de Informação (RIC) 2765/2026. O texto pede ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública esclarecimentos sobre as providências para proteger a vida e a integridade física da empresária Roberta Luchsinger e de suas filhas. O requerimento foi apenas protocolado, sem tramitação posterior registrada.
Na justificação, o deputado cita entrevista da empresária à CNN Brasil, exibida em 17 de outubro de 2026. Nela, Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal por suposto tráfico de influência e no âmbito da Operação Sem Desconto, afirmou receber cerca de 50 ameaças de morte por dia e disse que as duas filhas são ameaçadas de morte e de estupro. Segundo o texto, ela cumpre medidas cautelares desde dezembro de 2025.
De acordo com o requerimento, a empresária relatou que as ameaças se intensificaram depois que o Presidente da República, em entrevista à TV Globo em 27 de agosto e depois ao Flow Podcast, chamou-a de "pilantra" e "Vorcaro feminino". O texto registra ainda que ela manifestou intenção de firmar acordo de colaboração premiada. O deputado afirma que não cabe à Liderança julgar a veracidade das acusações.
Entre as 10 informações requeridas, o deputado pergunta se o Ministério, a Polícia Federal ou órgãos vinculados receberam, desde 27 de agosto de 2026, comunicações ou pedidos de proteção, e se foi instaurado inquérito para apurar as ameaças de morte e de violência sexual. Pergunta também se o órgão executor do Programa Federal de Assistência a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas foi acionado, se houve avaliação de risco e se foram adotadas as medidas provisórias previstas na Lei 9.807/1999.
O requerimento pede ainda informações sobre escolta, segurança de residência e preservação de dados desde 17 de outubro; sobre a requisição de preservação de registros às plataformas digitais; e sobre a comunicação ao ministro relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República. Também questiona se a estrutura que a protege é distinta daquela que conduz as investigações contra ela.