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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou no Diário Oficial da União a Portaria nº 934, de 9 de julho de 2026, com a tabela de preços mínimos para produtos de verão e regionais das safras 2026/2027 e 2027. Os valores foram fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) por meio do Voto nº 37/2026, de 25 de junho de 2026.
A norma é dirigida aos produtores rurais e atualiza os pisos de remuneração usados como referência nas operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), cujas propostas são elaboradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A vigência varia conforme o produto e a região, começando em julho de 2026 e se estendendo até junho de 2028.
Entre os principais produtos, a soja teve reajuste de 7,46%, passando de R$ 71,04 para R$ 76,34 por saca de 60 kg em todo o Brasil. O arroz longo fino tipo 1‑58/10 foi fixado em R$ 68,07 por saca de 50 kg no Sul (exceto Paraná), com alta de 6,80%; nas demais regiões, o piso é de R$ 88,44 por saca de 60 kg, reajuste de 10,55%. O feijão preto subiu 9,66%, chegando a R$ 167,67 por saca de 60 kg em parte das regiões Norte e Nordeste. Já o algodão em caroço avançou 3,82%, para R$ 47,65 por 15 kg no Sudeste (exceto Minas Gerais) e Sul, e o algodão em pluma passou para R$ 119,13 por 15 kg no mesmo período.
Outros produtos incluídos são borracha natural cultivada, cacau cultivado, caroço de algodão, feijão-cores, juta/malva, leite, mandioca e derivados, milho e sorgo. Os reajustes oscilam entre 0% e 9,66%. A portaria traz ainda preços mínimos para sementes das mesmas culturas, com vigência que começa em novembro de 2026 e vai até junho de 2028.
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A PGPM funciona como referência de preço para o produtor: quando o mercado paga abaixo do piso, a União pode, em tese, intervir com instrumentos como a compra direta da produção — embora a portaria recém-publicada não detalhe essas operações. A norma entrou em vigor na data de sua publicação, 13 de julho de 2026, conforme o art. 3º.
Segundo nota do Mapa, a proposta de preços é elaborada pela Conab e os valores fixados pelo CMN garantem remuneração mínima aos produtores rurais. A PGPM é gestão da Conab e atua como um dos instrumentos do governo federal para reduzir oscilações de renda no campo, conforme informações da companhia.
Fonte oficial: Diário Oficial da União · Consultar publicação original