O Banco Central do Brasil, por meio do Comunicado nº 45.693, de 5 de agosto de 2026, divulgado no DOU de 7 de agosto de 2026, definiu que a meta para a taxa básica de juros (Selic) será de 14,00% ao ano a partir de 6 de agosto de 2026.

A decisão foi tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em reunião realizada em 5 de agosto de 2026, com base no Regulamento anexo à Resolução BCB nº 61, de 13 de janeiro de 2021. Trata-se de uma redução de 0,25 ponto percentual em relação à taxa anterior de 14,25% ao ano, vigente desde a reunião de junho de 2026. Segundo dados de mercado, este é o quarto corte consecutivo de 25 pontos-base desde o início do ciclo de flexibilização em março de 2026, quando a Selic estava em 15,00% ao ano.

O Copom decidiu reduzir a taxa por unanimidade, com os votos favoráveis dos sete membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.

Cenário externo e doméstico

O Copom destacou que o ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em economias avançadas, cenário que exige cautela por parte de países emergentes em ambiente de elevada volatilidade de preços de ativos e commodities.

No cenário doméstico, os indicadores sugerem moderação gradual da atividade econômica, embora em patamar resiliente, com sinais mistos entre setores e mercado de trabalho aquecido. A inflação cheia (IPCA) desacelerou, mas permanece acima do limite superior da meta, enquanto as medidas subjacentes desaceleraram para patamar ligeiramente abaixo desse limite.

Expectativas e projeções