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A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) homologou, em 28 de julho de 2026, o resultado parcial do Leilão nº 2/2026-ANEEL (LRCAP 2026 — UTEs a Gás Natural, Carvão Mineral e Hidrelétricas) e adjudicou o correspondente objeto ao Consórcio EBRASIL/CELNE, conforme aviso assinado pelo diretor-geral Sandoval de Araújo Feitosa Neto.
O ato adjudica 290,613 MW de potência disponível da Central Geradora Monte Fuji M1 (CEG: UTE.GN.PE.046765-0.01), uma usina termelétrica a gás natural localizada no Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Pernambuco. O preço de lance ofertado foi de R$ 2.323.009,12 por MW/ano, o que corresponde a uma receita anual de aproximadamente R$ 675 milhões para o empreendimento (290,613 MW × R$ 2.323.009,12/MW·ano).
O consórcio vencedor é formado pela Eletricidade do Brasil S.A. — EBRASIL (CNPJ 10.538.273/0001-48), com participação de 99%, e pela Centrais Elétricas do Nordeste — CELNE Ltda. (CNPJ 39.506.327/0001-75), com 1%. A entrega da potência está prevista para a rodada de 2028.
O leilão, realizado em 18 de março de 2026, foi instituído pela Portaria MME nº 118/2025, de 24 de outubro de 2025, e tem por objeto a contratação de potência elétrica proveniente de empreendimentos de geração termelétrica (a gás natural e carvão mineral) e hidrelétrica, novos ou existentes, no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). A homologação ora publicada é parcial — refere-se especificamente ao item adjudicado ao Consórcio EBRASIL/CELNE.
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Segundo reportagens do setor, o LRCAP 2026 contratou cerca de 18,97 GW de potência no total, com investimentos estimados em R$ 64,5 bilhões. A UTE Monte Fuji M1 teve um percurso conturbado no certame: em maio de 2026, a Comissão de Leilões da ANEEL inabilitou o consórcio por insuficiência de patrimônio líquido da CELNE (R$ 954,7 mil contra R$ 1,56 milhão exigido para sua cota). Em junho, a Comissão Permanente de Leilões acatou recurso administrativo e reverteu a inabilitação, reconhecendo a solidez econômico-financeira da EBRASIL como líder do grupo. O investimento na termelétrica é estimado entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,6 bilhão, com início das obras previsto para outubro de 2026, conforme reportagens publicadas no Diário de Pernambuco e no Movimento Econômico.
A contratação de potência por meio do LRCAP visa garantir a segurança de abastecimento do Sistema Interligado Nacional (SIN), assegurando disponibilidade de geração em períodos de elevação da demanda.
Fonte oficial: Diário Oficial da União · Consultar publicação original