A Braskem informou à B3 e à CVM, em 27 de outubro de 2026, que as partes ainda não chegaram a acordo sobre os termos e condições finais da reestruturação de sua estrutura de capital. A manifestação responde ao Ofício 328/2026-SLE, de 26 de outubro, em que a B3 pediu esclarecimentos sobre notícia do jornal Valor Econômico.
A reportagem, de 24 de outubro, dizia que a empresa e os credores convergiam para um plano com aporte de capital da Petrobras e conversão de dívidas em participação acionária ainda neste ano. Segundo a notícia, a Braskem também se tornaria uma "corporation" listada no Novo Mercado, e a meta seria definir as principais condições comerciais até 30 de outubro, prazo que antes era 9 de outubro. A B3 pediu que a companhia confirmasse ou não esses pontos.
Em sua resposta, a Braskem não confirmou nem negou item a item. Disse que ela e determinados investidores de Notas Seniores e Debêntures, com seus assessores, trocam propostas indicativas e não vinculantes. Após várias reuniões presenciais entre a companhia, seus principais acionistas e esses investidores, não há acordo sobre os termos finais. Os parâmetros do Plano Atualizado dependem de negociação e das aprovações dos órgãos de governança aplicáveis.
A empresa protocolou em 24 de agosto de 2026 pedido de recuperação extrajudicial, distribuído na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital de São Paulo. O plano tem a adesão de credores quirografários que representam 39,6% dos créditos sujeitos. Ele prevê que um Plano Atualizado seja apresentado nos 90 dias seguintes ao protocolo.
Um dos marcos do plano é um acordo principiológico sobre os termos comerciais do Plano Atualizado entre os devedores, seus acionistas principais e os credores signatários. Esse prazo vem sendo prorrogado, e a última prorrogação o fixou em 30 de outubro de 2026. O plano também prevê direitos de resolução antecipada em favor dos credores signatários.