O BCO BRADESCO S.A. divulgou em 22 de outubro de 2026, em apresentação ao mercado, os resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26). O banco informou lucro líquido recorrente com crescimento de 14,6% na comparação anual e atribuiu o desempenho à tração comercial e à boa gestão de risco. Segundo o material, o lucro líquido recorrente foi de R$ 7,11 bilhões.

As receitas totais cresceram 8,4% em um ano, com destaque para a margem financeira, que avançou 14,2%. O banco também informou a conclusão do aumento de capital de R$ 10 bilhões. O índice de capital foi reforçado, com alta de 0,9 ponto percentual no Capital Nível I e de 0,8 ponto percentual no Capital Principal no trimestre, de acordo com o material.

A carteira de crédito expandida chegou a R$ 1.150 bilhões, alta de 1,1% no trimestre e de 11,1% em 12 meses. Pessoas físicas somam R$ 484,9 bilhões, grandes empresas R$ 392,2 bilhões e micro, pequenas e médias empresas R$ 272,5 bilhões. O Bradesco diz priorizar linhas com mais garantias e bom retorno ajustado ao risco (RAR), em um mercado de crédito que classifica como mais restrito.

Na inadimplência acima de 90 dias (Over90) em agosto de 2026, o consignado privado ficou em 5,4% e o consignado do INSS, em 1,8%. O ativo problemático (Estágio 3) na carteira expandida ficou em 7,5%, estável no trimestre e na comparação anual. A cobertura da movimentação do Estágio 3 foi de 83% no 3T26 e de 94% nos nove meses de 2026. O banco ressalta que o custo de crédito segue pressionado e sensível ao cenário macroeconômico.

Em seguros, o banco manteve ROAE de 22,0%, com destaque para a Bradsaúde. As despesas operacionais cresceram 1,5% em 12 meses sem o efeito da PLR, abaixo da inflação média do 3T26, de 4,41%.