A Metalúrgica Gerdau S.A. (CVM 00865-6) divulgou, em 27 de outubro de 2026, os resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26). O EBITDA ajustado foi de R$ 3,8 bilhões, 10% acima do segundo trimestre (2T26), impulsionado por melhores resultados na América do Norte e no Brasil.
O lucro líquido ajustado foi de R$ 1,5 bilhão, alta de 4% sobre o 2T26, e o lucro por ação foi de R$ 0,79, contra R$ 0,74 no trimestre anterior. O fluxo de caixa livre foi positivo em R$ 1,4 bilhão, favorecido por menor consumo de capital de giro. A relação Dívida Líquida/EBITDA ajustado ficou em 0,58x. As agências Fitch (julho) e S&P (outubro) revisaram a perspectiva de Estável para Positiva.
Na América do Norte, as vendas de aço ficaram 2,5% abaixo do 2T26, mas o EBITDA subiu 12,0%, com margem de 27,7%, a maior em quatro anos; a região responde por 76% do EBITDA consolidado. No Brasil, o EBITDA cresceu 5,2%, com margem de 10,7%. Na América do Sul, o EBITDA ajustado foi de R$ 160 milhões, queda de 22,0%, por paradas programadas.
Nos proventos, a Gerdau S.A. anunciou R$ 0,34 por ação, cerca de R$ 667 milhões, e a Metalúrgica Gerdau S.A. R$ 0,16 por ação, cerca de R$ 212 milhões. O pagamento começa em 15 de dezembro de 2026.
O Capex somou R$ 3,1 bilhões nos nove primeiros meses de 2026 (9M26), 66% da previsão de R$ 4,7 bilhões para o ano. O centro de reciclagem de Pindamonhangaba iniciou operação, e a expansão de Midlothian (fase 1) tem start-up previsto para o segundo semestre de 2026. O projeto de mineração Miguel Burnier está em testes finais, com start-up previsto para o 4T26.
A companhia também renovou e ampliou sua linha de crédito global para US$ 1,125 bilhão, 29% a mais de disponibilidade, com vencimento em 2031.