A Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos S.A. (CVM nº 2612-3) divulgou, em 27 de outubro de 2026, comunicado ao mercado em que afirma não ser parte do processo judicial que, segundo a imprensa, teria suspendido a realização de sua Oferta Pública de Aquisição de ações (OPA). Também diz que não foi notificada da decisão.
O comunicado responde ao Ofício nº 329/2026-SLE, da Superintendência de Listagem e Acompanhamento de Emissores da B3, datado de 26 de outubro de 2026. A B3 pediu esclarecimentos sobre reportagem do jornal Valor Econômico de 23 de outubro de 2026, intitulada "Liminar barra OPA da Oncoclínicas na próxima segunda-feira".
Segundo a reportagem citada pela empresa, o fundo Josephina III, controlado pela gestora Centaurus, obteve liminar na Justiça para suspender os efeitos da decisão do Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que determinou a OPA, cujo valor pode atingir R$ 14 bilhões.
A companhia informa que não é parte do processo em trâmite na 21ª Vara Cível Federal de São Paulo, no qual teria sido concedida a liminar, que suspenderia a obrigatoriedade imediata da OPA. Diz ainda que, até o momento, não tomou ciência nem foi notificada da decisão e soube do processo e da liminar pela imprensa.
Por isso, a Oncoclínicas afirma que não dispõe de informações adicionais sobre o processo ou a decisão, assuntos que, segundo ela, são afetos aos seus acionistas. A empresa reitera o compromisso de manter o mercado informado, conforme a regulamentação, sempre que ocorrerem fatos relevantes sobre o tema.
O comunicado é assinado por Maurício Leonardo Hasson, diretor executivo financeiro e de Relações com Investidores.