Em junho de 2026, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) divulgou que está analisando o pedido de liberação comercial do algodão geneticamente modificado MON 96012, apresentado pela Monsanto do Brasil Ltda.

O algodão MON 96012 foi desenvolvido para ser tolerante a vários herbicidas, entre eles glifosato, glufosinato, dicamba, mesotriona e inibidores da PPO. O requerimento inclui ainda a solicitação de isenção do plano de monitoramento pós‑liberação, que a CTNBio avaliará antes de emitir o parecer técnico.

A decisão da CTNBio determinará se o OGM poderá ser cultivado, utilizado na alimentação humana e animal e comercializado no país, observando as normas previstas na Lei de Biossegurança (Lei nº 11.105/2005) e demais legislações aplicáveis.

A liberação comercial pode impactar a produção de algodão no Brasil, oferecendo aos produtores maior flexibilidade no manejo de herbicidas, ao mesmo tempo em que levanta questões de acompanhamento ambiental e de segurança alimentar.