O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, instituiu a Estratégia de Segurança Logística e Industrial por meio do Decreto 49.305, de 27 de outubro de 2026, publicado no Diário Oficial do Estado de 28 de outubro. A finalidade é fortalecer a segurança dos corredores logísticos e das áreas industriais, integrando leitores automáticos de placas veiculares e sistemas de monitoramento, públicos e privados, ao Sistema Helios de monitoramento veicular da Polícia Militar.
A integração abrange os equipamentos em operação nas rodovias estaduais e nas vias de acesso a polos e distritos industriais. Terão prioridade os corredores com elevada movimentação de cargas e maior incidência de crimes contra o patrimônio relacionados à atividade logística. Ela deverá observar padrões técnicos de interoperabilidade, requisitos de segurança da informação e tratamento de dados, rastreabilidade dos acessos e as normas de governança do Sistema Integrado de Segurança Pública. Os procedimentos para formalizar a integração serão definidos em portaria da Polícia Militar.
A estratégia contará ainda com o compartilhamento de dados sobre a circulação de veículos de carga no estado, mediante interoperabilidade com o sistema de controle fiscal Divisa Tributária Segura, da Secretaria de Estado de Fazenda.
Os editais e contratos de concessão de rodovias estaduais deverão prever a obrigação de integrar seus sistemas de monitoramento ao Helios. Os contratos já em vigor poderão ser aditados para incluir essa obrigação, preservado o equilíbrio econômico-financeiro.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) elaborará o Protocolo Estadual de Segurança de Corredores Logísticos e Áreas Industriais, em articulação com os órgãos de segurança pública, o Sistema de Infraestrutura de Transportes e a Fazenda. O protocolo deverá orientar o planejamento de ações de prevenção e resposta a crimes contra o patrimônio ligados à logística. Deverá prever, entre outros instrumentos, mapas de risco para identificar áreas de maior movimentação de cargas e de maior incidência desses crimes, com vistas a definir prioridades de intervenção em infraestrutura.