A Motiva Infraestrutura de Mobilidade S.A. divulgou, em comunicado ao mercado de 28 de outubro de 2026, lucro líquido consolidado de R$ 3,4 bilhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), alta de 177,9% sobre o 3T25. O lucro líquido ajustado, que exclui efeitos não recorrentes, foi de R$ 750 milhões, com crescimento de 9,8%.

O EBITDA ajustado somou R$ 2,5 bilhões, avanço de 13,4% frente ao 3T25. A companhia atribui o desempenho a novos ativos e reajustes tarifários. A razão entre despesa operacional (caixa) e receita líquida ajustada, nos últimos 12 meses, ficou em 34,4%, queda de 1,5 ponto percentual.

Nas rodovias, a receita de pedágio subiu 17%. O tráfego de veículos leves cresceu 4,9%, com destaque para o turismo nas concessões estaduais de São Paulo, enquanto o de pesados caiu 0,6%. Nos trilhos, o número de passageiros transportados aumentou 0,5%.

A companhia informou a conclusão da venda da Plataforma de Aeroportos em 1º de setembro de 2026, por R$ 12,2 bilhões em valor da empresa (EV), dos quais R$ 5,2 bilhões em equity. O valor recebido foi de cerca de R$ 5,2 bilhões.

Segundo o material, a operação fortalece o balanço e viabiliza a redução da dívida da Holding, cuja dívida líquida registra queda de 65%. Foi feito resgate antecipado de cerca de R$ 1,8 bilhão em debêntures da 17ª e 18ª emissões, e o material cita ainda cerca de R$ 1,5 bilhão em Juros sobre Capital Próprio.

O comunicado também registra a elevação do rating em escala nacional pela Moody's para AAA, classificação máxima nas três principais agências.