Na plataforma
Crie uma conta gratuita para seguir temas, empresas e fontes oficiais. As novidades aparecem no seu feed e, se quiser, chegam em um resumo diário ou semanal por e-mail. Alertas imediatos estão nos planos profissionais.
O ministro Flávio Dino, relator da ADI 7791 no Supremo Tribunal Federal (STF), requisitou à Polícia Federal (PF) a instauração de inquérito para apurar fatos relacionados à atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), incluindo o arquivamento de uma denúncia sobre o Grupo Master, possível interferência na autarquia e suspeitas de vazamento ou ocultação de informações.
A decisão interlocutória se baseia, entre outros elementos, no relatório de um Grupo de Trabalho da CVM, que examinou 314 processos administrativos registrados entre 2017 e 2026. O documento relata que uma comunicação encaminhada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em fevereiro de 2022 sobre o Grupo Master foi arquivada após ser classificada pela área técnica como denúncia anônima sem elementos suficientes. Segundo o relatório, a denúncia teria indicado que mais de R$ 3 bilhões, de aproximadamente R$ 5 bilhões captados com cobertura do FGC, estavam alocados em ativos ilíquidos ou de qualidade reduzida.
A investigação também deverá apurar as repercussões penais de indícios de manipulação de preços das cotas do FII CARE11, conhecido como “fundo funerário”, envolvendo o Banco Máxima, posteriormente denominado Banco Master. Na esfera administrativa, o processo sancionador sobre o caso foi encerrado por meio de termo de compromisso de R$ 2,944 milhões, aprovado pelo colegiado da CVM.
Os destaques das fontes oficiais, toda semana no seu email.
Inscrição imediata, com email de confirmação. Cancele quando quiser, com um clique.
Sua inscrição começa imediatamente. Também enviamos um email de confirmação, com um link para cancelar caso não tenha sido você.
Dino determinou que a PF informe imediatamente o número do inquérito ao STF e apresente, em prazo inicial de 60 dias, relatório das diligências. A CVM deverá encaminhar ao ministro, em até 72 horas, a íntegra do processo relacionado à denúncia do FGC e informações sobre as unidades e os agentes que tiveram participação no caso, o regime de sigilo adotado e as providências tomadas após o arquivamento.
Continue acompanhando
Siga o Atlas Público nas redes sociais para acompanhar notícias, análises e dados públicos.