A Presidência da República aplicou um veto parcial ao Projeto de Lei Complementar nº 124, de 2022, que estabelece novas normas para a solução de controvérsias, consensualidade e processos administrativos em matéria tributária e aduaneira. O veto, de natureza constitucional, foi motivado por inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público.

Entre os pontos vetados, o governo barrou dispositivos que limitavam a aplicação de multas isoladas e que restringiam a responsabilidade solidária de terceiros e de integrantes de grupos econômicos. Segundo as razões do veto, as alterações propostas poderiam dificultar a recuperação de créditos tributários pela União e comprometer a efetividade do regime de sanções.

O texto vetado também incluía regras sobre a interrupção da prescrição tributária e a validade de certidões de regularidade fiscal. A Presidência argumentou que certas mudanças, como a limitação da interrupção da prescrição a uma única vez, reduziriam a capacidade de arrecadação estatal e estimulariam a inadimplência.