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A União, por intermédio da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), celebrou em 3 de agosto de 2026 com o Estado do Espírito Santo o Contrato de Contragarantia nº 1396/2026/PFN, no valor de R$ 200 milhões. O instrumento está vinculado ao processo SEI nº 17944.002013/2026-11 e garante recursos ao Contrato de Financiamento nº 24.2.0339.2, firmado entre o Estado e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A contragarantia é o mecanismo pelo qual um ente federativo que recebe a garantia da União em uma operação de crédito oferece, em contrapartida, garantias à União — como a vinculação de receitas tributárias ou transferências constitucionais — para o caso de inadimplência. Assim, se o Estado não pagar o financiamento junto ao BNDES, a União honra a garantia e depois executa as contragarantias oferecidas.
Participam do contrato, como intervenientes, o Banco do Brasil S.A. e o Banco do Estado do Espírito Santo (BANESTES). Pela União assinou a procuradora da Fazenda Nacional Fabíola Inez Guedes de Castro Saldanha; pelo Estado, o governador Ricardo de Rezende Ferraço; pelo Banco do Brasil, o gerente-geral Roberto Antunes; e pelo BANESTES, o diretor-presidente Carlos Artur Hauschild e o diretor de Rede Fernando Valli Cardoso.
Destinação dos recursos
Os recursos do financiamento são destinados ao "Plano de investimentos para resiliência, aumento da capacidade adaptativa e redução de risco a desastres", por meio da recuperação de rios urbanos e de ações de infraestrutura em cidades do litoral do Espírito Santo.
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Contexto
Este contrato integra um pacote mais amppo de financiamentos do BNDES ao Espírito Santo, anunciado em março de 2026, totalizando R$ 1,9 bilhão para obras de infraestrutura e adaptação às mudanças climáticas, conforme reportagem do jornal A Gazeta. Desse montante, R$ 1,4 bilhão foram destinados ao programa "Resiliência Climática e Rodovias", que inclui drenagem urbana, contenção de encostas e melhorias em rodovias, e R$ 350 milhões ao projeto "Procostas", focado na proteção do litoral capixaba, com ações como alargamento de faixas de areia e contenção da erosão costeira. Antes deste contrato de R$ 200 milhões, a União já havia concedido garantia de R$ 150 milhões em julho de 2026 para obras semelhantes no estado.
Fonte oficial: Diário Oficial da União · Consultar publicação original