Na plataforma
Transforme esta leitura em monitoramento contínuo. Crie monitores por tema, órgão ou entidade e receba alertas quando algo novo aparecer.
Na edição atual, o Atlas estruturou 3.335 publicações de 46 órgãos.
O Departamento de Logística em Saúde (DLOG), vinculado à Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, assinou o contrato nº 214/2026 com a Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. para a aquisição de Daratumumabe. O ajuste, publicado no Diário Oficial da União em 16 de julho de 2026, tem valor total de R$ 15.177.664,06 e vigência de um ano: de 14 de julho de 2026 a 14 de julho de 2027.
O objeto compreende as apresentações do medicamento a 20 mg/ml (frascos de 5 ml e de 20 ml) e a 120 mg/ml (frasco de 15 ml). A contratação foi feita por meio da inexigibilidade de licitação nº 586/2026, com fundamento no art. 74, inciso I, da Lei nº 14.133/2021, que autoriza a contratação direta quando o produto ou serviço só pode ser fornecido por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo. O processo de compra é o nº 25000.105875/2025-94 e o registro no Comprasnet 4.0 ocorreu em 15 de julho de 2026.
Daratumumabe é um medicamento indicado ao tratamento de pacientes adultos com mieloma múltiplo, seja recém-diagnosticados ou recidivados/refratários, em diferentes combinações com outros fármacos. Segundo a bula do produto comercializado no Brasil, o princípio ativo é produzido pela Janssen. A aquisição centralizada pelo DLOG — órgão responsável pelo planejamento, compra e distribuição de insumos estratégicos do Sistema Único de Saúde (SUS) — visa garantir o fornecimento do medicamento às unidades de saúde durante o período de vigência do contrato.
Os destaques das fontes oficiais, toda semana no seu email.
Inscrição imediata, com email de confirmação. Cancele quando quiser, com um clique.
Sua inscrição começa imediatamente. Também enviamos um email de confirmação, com um link para cancelar caso não tenha sido você.
A compra chama a atenção porque o daratumumabe, apesar de registrado na Anvisa desde 2017 e reconhecido pela literatura médica como eficaz no tratamento do mieloma múltiplo, ainda não foi incorporado pelo SUS para essa doença. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou a não incorporação em diferentes linhas de tratamento, sobretudo por causa do impacto orçamentário — que, em uma das avaliações, foi estimado em até R$ 3,6 bilhões em cinco anos. A decisão foi tornado pública pela Portaria Sectics nº 59/2023, conforme a Conass. Diante disso, o medicamento tem sido obtido por muitos pacientes por meio de ações judiciais, segundo notas técnicas de tribunais e defensorias que analisam o tema.
Fonte oficial: Diário Oficial da União · Consultar publicação original