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A Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos S.A. (ONCO3) anunciou, em fato relevante divulgado nesta terça-feira (14), que protocolou em 13 de julho de 2026 um pedido de Recuperação Extrajudicial ("RE") para reestruturar cerca de R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras quirografárias, além de outros créditos intercompany.
De acordo com a companhia, os credores signatários que aderiram ao plano detêm aproximadamente 37% dos Créditos Abrangidos. Esse percentual, segundo o comunicado, é suficiente para o ajuizamento da RE. A lei concede à empresa, a partir do processamento do pedido, prazo de 90 dias para obter o percentual mínimo necessário à homologação judicial do plano, hipótese em que 100% dos Créditos Abrangidos passariam a ser vinculados aos novos termos de pagamento.
O plano em estudo poderá envolver, ainda que não necessariamente: (i) capitalização da companhia pelos acionistas; (ii) conversão parcial de dívidas em participação acionária; (iii) substituição de dívidas por novos instrumentos de crédito; e (iv) alongamento do cronograma de amortização.
A empresa ressalta que a RE não abrangerá obrigações operacionais correntes com clientes, fornecedores e parceiros, que continuarão sendo honradas normalmente. As operações, afirma, "seguem sendo conduzidas normalmente", sem impacto adverso no atendimento oncológico aos pacientes.
Na mesma comunicação, a Oncoclínicas detalhou duas rescisões de contratos de locação built-to-suit: a da controlada Centro Paulista de Oncologia S.A. com o Tellus Healthcare & Mixed-Use FII, relativa a imóvel na Avenida Angélica, em São Paulo, cuja multa rescisória foi estimada em R$ 76 milhões e incluída nos Créditos Abrangidos; e a da controlada Centro Brasileiro de Radioterapia Oncologia e Mastologia (CEBROM) com a Goiânia Medical Center Ltda., relativa a um hospital em Goiânia, cujo valor rescisório ainda está sendo apurado e é considerado incerto e ilíquido.
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O pedido de RE foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração e depende ainda de ratificação por Assembleia Geral Extraordinária, a ser convocada nos termos da legislação aplicável.
A divulgação ocorre após meses de tensão financeira. Segundo reportagens de abril de 2026, a companhia havia obtido liminar na Justiça de São Paulo para suspender vencimentos antecipados de dívidas, em movimento vinculado à negociação com credores. O contexto de crise inclui prejuízos e elevada dívida de curto prazo enfrentados pelo grupo nos últimos trimestres.
Fonte oficial: Comissão de Valores Mobiliários · Consultar publicação original