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A Light S.A. – em recuperação judicial – homologou, em 15 de julho de 2026, o aumento de capital no valor total de R$ 1.500.000.000,72. A emissão foi de 238.473.768 novas ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, ao preço de R$ 6,29 cada. O valor superou a subscrição mínima de R$ 1.000.000.000,48 prevista no plano de recuperação judicial.
Com a operação, o capital social da companhia passa a ser de R$ 6.973.247.478,61, representado por 611.029.092 ações. A Light informou que pretende convocar, oportunamente, assembleia geral de acionistas para atualizar o Estatuto Social com as novas cifras de capital e número de ações. As novas ações serão registradas na posição dos acionistas em até três dias úteis e estão sujeitas a período de lock-up.
Como vantagem adicional aos subscritores, foram emitidos 476.947.536 bônus de subscrição, na razão de dois bônus para cada ação subscrita. Cada bônus confere o direito de subscrever uma nova ação ordinária ao preço de exercício de R$ 0,01. O período de exercício vai de 16 de julho de 2026 a 14 de agosto de 2026. As ações resultantes do exercício também estarão sujeitas a lock-up.
A companhia informou ainda que foram verificadas todas as condições para a conversão mandatória das Debêntures Conversíveis da 1ª Emissão, emitidas em 24 de outubro de 2024, bem como para o exercício automático dos bônus de subscrição vinculados a essas debêntures e dos bônus emitidos para os bondholders na mesma data. As condições dependiam da celebração do novo contrato de concessão da distribuidora Light Serviços de Eletricidade S.A., ocorrida em 8 de maio de 2026, e da conclusão do aumento de capital previsto na cláusula 5.1 do Plano de Recuperação Judicial.
Diante do cumprimento das principais obrigações do Plano de Recuperação Judicial – homologado pela Justiça do Rio de Janeiro em 18 de junho de 2024 –, a Light protocolou, nesta data, o pedido de encerramento da recuperação judicial perante a 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, nos autos do processo nº 0843430-58.2023.8.19.0001. O pedido de encerramento ainda depende de decisão judicial.
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O plano de recuperação judicial havia sido aprovado pelos credores em 29 de maio de 2024, com apoio superior a 99% dos votos, e previa, entre outras medidas, uma injeção de capital de R$ 1 bilhão em dinheiro e a conversão de R$ 2,2 bilhões de dívida em capital próprio, segundo a reportagem publicada na Folha de S.Paulo em 18 de junho de 2024.
A renovação da concessão por mais 30 anos – até junho de 2056 – foi considerada essencial para destravar a capitalização e o fim da recuperação judicial. A companhia prevê investir cerca de R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos na modernização da rede de distribuição nos 31 municípios da área de concessão, conforme reportagem do Estadão publicada em maio de 2026.
Fonte oficial: Comissão de Valores Mobiliários · Consultar publicação original