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A Assembleia Geral de Credores (AGC) do Grupo Rossi, realizada em 28 de maio de 2026, na 2ª convocação, aprovou a suspensão dos trabalhos e a continuação da sessão para 27 de julho de 2026, em modalidade virtual. A decisão foi tomada a pedido das empresas em recuperação, que informaram ter recebido de alguns credores solicitação de tempo adicional para obter aprovações internas referentes à votação do Aditamento ao Plano de Recuperação Judicial.
A suspensão foi aprovada por 89,19% dos créditos presentes, com base no artigo 42 da Lei 11.101/2005 (Lei de Recuperação Judicial). A assembleia foi instalada com presença de credores representantes de 52,93% do crédito global votante — equivalente a R$ 671.450.962,96 de um total de R$ 1.268.578.603,35. A instalação em 2ª convocação ocorreu nos termos do artigo 37, §2º, da mesma lei, que dispensa quórum mínimo.
Em seguida, a Dra. Luciana Morais Avelar, representante do Condomínio Mais Passeio de Mindu, solicitou que a continuação da AGC fosse realizada na modalidade virtual, considerando que muitos credores residem em outras cidades e estados. A proposta foi colocada em votação e aprovada por 83,95% dos créditos da lista de presença. A continuação está agendada para 27 de julho de 2026, às 14h, com credenciamento aberto das 12h às 13h59. O link de acesso será encaminhado pela plataforma Assemblex aos e-mails informados pelos credores com até 24 horas de antecedência. Os credores presentes foram intimados e dispensados de apresentar nova procuração.
O documento — uma petição protocolada em 1º de junho de 2026 pela administradora judicial Wald Administração de Falências e Empresas em Recuperação Judicial Ltda. (AJWald), presidida por Dra. Adriana Campos Conrado Zamponi — foi juntado aos autos do processo nº 1101129-56.2022.8.26.0100, que tramita na 1ª Vara Especializada de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca da Capital do Estado de São Paulo.
A AGC deliberava sobre a aprovação, rejeição ou modificação do Aditamento ao Plano de Recuperação Judicial. O Grupo Rossi — que engloba a Rossi Residencial S.A. e centenas de empresas de propósito específico (SPEs) — entrou em recuperação judicial em setembro de 2022, com dívida estimada em cerca de R$ 1,23 bilhão, segundo reportagem do Estadão. O plano original foi aprovado pelos credores em novembro de 2023 e previa pagamento integral da dívida em até 40 anos, conforme reportagens da época.
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Em dezembro de 2025, o juízo deferiu a suspensão dos pagamentos previstos no plano até a deliberação assemblear dos credores sobre o aditamento proposto. Em 19 de maio de 2026, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu o registro de companhia aberta da Rossi Residencial, em razão do atraso na entrega de informações financeiras, conforme nota publicada no site da CVM, o que impede a negociação de valores mobiliários da empresa em mercados regulamentados.
Segundo informações de veículos especializados, a sessão de continuação agendada para 27 de julho de 2026 foi igualmente suspensa e remarcada para 14 de agosto de 2026, às 15h, também em modalidade virtual, conforme reportagem publicada no Ativo Virtual.
Fonte oficial: Comissão de Valores Mobiliários · Consultar publicação original