O Grupo CVLB — formado pela CVLB Brasil S.A., Casa & Vídeo Brasil S.A., CVTRJ Trading e Distribuidora Ltda., Akoun Administração de Franquias e Bens Ltda. e Alterf Importadora de Artigos de Armarinho Ltda. — protocolou em 6 de julho de 2026, perante a 1ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, o plano de recuperação judicial do processo nº 3001714-28.2026.8.19.0001. O documento visa reestruturar as dívidas das empresas e superar a crise de liquidez que atinge o grupo, controlador das redes Casa & Vídeo e Le Biscuit.

O plano ratifica o financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 75 milhões contratado com a Polo Capital Gestão de Recursos Ltda. e a Polo Capital Internacional Gestão de Recursos Ltda. O recurso, proveniente da emissão de notas comerciais, foi utilizado para recompor estoque e honrar obrigações correntes durante o processo. Os valores têm natureza extraconcursal e superprioritária, conforme previsto nos arts. 67, 69-A e 84, I-B, da Lei nº 11.101/2005.

De acordo com o plano, a crise é conjuntural e de liquidez, não de modelo de negócio. Entre as causas, a empresa aponta a alta da taxa Selic, a retração do crédito ao varejo, a perda de acesso a linhas de antecipação de recebíveis e de financiamento de fornecedores, e a pressão por pagamentos à vista. O Grupo CVLB diz ter pago mais de R$ 357 milhões em operações financeiras apenas em 2024 e 2025, e relata que os acionistas fizeram aporte próprio superior a R$ 95 milhões no último exercício social. O passivo total do grupo é estimado em cerca de R$ 1,71 bilhão, segundo relatórios publicados à época do pedido de recuperação judicial — informação que não consta diretamente do plano apresentado de acordo com reportagem do Investidor10, do InfoMoney e da Folha de S.Paulo, em abril de 2026.