A Gestão Judicial da OI S.A. protocolou, em 9 de julho de 2026, manifestações no agravo de instrumento nº 0096877-26.2025.8.19.0000 perante a 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. No documento, atualiza o cenário econômico-financeiro do grupo e projeta que a disponibilidade de caixa ao final de julho de 2026 caia de R$ 88,1 milhões para R$ 19,6 milhões.

Segundo a manifestação, a redução se deve ao agravamento da crise, impulsionado pela crescente desconfiança do mercado quanto à solvabilidade do Grupo Oi, que dificulta a celebração de novos contratos e o lançamento de produtos, além de provocar a migração de clientes para concorrentes. A gestão também aponta a incapacidade de realizar o Fluxo de Caixa Projetado de abril de 2026 em razão de eventos processuais, como a manutenção do recurso que trata da convolação da recuperação judicial em falência, o deferimento de efeito suspensivo nos recursos sobre a alienação da UPI VT AL, a não conclusão da alienação da UPI Serviços Telefônicos e o resultado negativo da alienação da UPI Oi Soluções em 1ª praça.

Com o novo cenário, a gestão conclui que a operação se torna insustentável do ponto de vista de sua continuidade operacional a partir de 1º de agosto de 2026, mesmo considerando as decisões que suspendem as obrigações do Grupo Empresarial e proíbem a interrupção dos serviços públicos essenciais. A data de grave comprometimento da capacidade de pagamento, antes estimada para setembro de 2026, foi antecipada.

O documento encerra com o pedido de deferimento e informa que os novos dados foram disponibilizados ao juízo de 1ª instância do Incidente de Transição de Serviços Públicos Essenciais nº 0960108-88.2025.8.19.0001, em tramitação na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

O pedido ocorre em meio a uma série de contratempos judiciais e operacionais na tentativa de reestruturação da companhia. Em 10 de novembro de 2025, a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro converteu a recuperação judicial da Oi em falência, decisão que foi suspensa em 14 de novembro de 2025 pelo TJ-RJ — processo que ainda aguarda julgamento. Segundo notícia do G1, no dia 26 de junho de 2026 o tribunal também suspendeu a homologação da venda da participação da Oi na V.tal, aprovada por R$ 4,5 bilhões e considerada um dos principais ativos da empresa. Já o leilão da Oi Soluções, cujo valor mínimo era de R$ 1,4 bilhão, terminou sem lances em 17 de junho de 2026, conforme reportagem da Convergência Digital.