O Conselho de Administração da Raízen S.A. aprovou, por unanimidade e sem ressalvas, em reunião de 6 de novembro de 2026, um aumento de capital de, no mínimo, R$ 3,5 bilhões e, no máximo, R$ 39.796.365.804,50, mediante subscrição privada de novas ações. A companhia comunicou a decisão em fato relevante. O aumento é condição suspensiva para a eficácia do Plano de Recuperação Extrajudicial da empresa e de afiliadas, datado de 5 de junho de 2026 e homologado no processo nº 4037759-13.2026.8.26.0100, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.

Serão emitidas entre 14 bilhões e 159.185.463.218 novas ações ordinárias, preferenciais classe A (apenas para formar Units) e preferenciais classe B. A homologação parcial é admitida, desde que sejam subscritas ao menos 14 bilhões de ações, quantidade equivalente à subscrição da Shell, e que a Shell passe a deter a maioria das preferenciais classe B emitidas. O preço de emissão é de R$ 0,25 por ação e R$ 0,50 por Unit, fixado conforme o plano, e não pela cotação de bolsa.

A Shell Brazil Holding B.V. (ou afiliadas) aportará até R$ 3,5 bilhões em dinheiro. A Aguassanta Participações S.A., ligada ao presidente do Conselho, Rubens Ometto Silveira Mello, poderá aportar até R$ 500 milhões, se aderir. Outra parte será paga com a capitalização de créditos de credores sujeitos ao plano, mediante Units, sem entrada de recursos. A Cosan não exercerá o direito de preferência nas ações classe B.

Os recursos em dinheiro seguem esta destinação: se a Aguassanta aderir, até R$ 5 bilhões vão para capital de giro; se não aderir, o limite para capital de giro é de R$ 4,5 bilhões. Em ambos os casos, o valor que exceder esse limite será dividido em 70% para pagar ou amortizar dívida financeira e 30% para capital de giro.