A Aegea Saneamento Participações S.A. divulgou, em 5 de novembro de 2026, a apresentação de resultados do terceiro trimestre de 2026. Os números de destaque são do "Ecossistema Aegea" em visão proforma: receita líquida de R$ 13,9 bilhões, alta de 10,9% sobre o 9M25 (nove primeiros meses de 2025), e EBITDA recorrente de R$ 8,5 bilhões, alta de 32,5% sobre o 9M25 recorrente.

A visão proforma soma os resultados da Aegea e das empresas não consolidadas que compartilham o mesmo modelo operacional (Águas do Rio 1 e 4 e Parsan), com exclusões para evitar duplicidades, como equivalência patrimonial e serviços entre partes relacionadas. A companhia informou ainda que os resultados do 9M25 foram reapresentados, após ajustes no reporte de informações financeiras.

Na visão societária (demonstrações financeiras consolidadas), a apresentação atribui o aumento da receita ao volume faturado e a reajustes tarifários, e a redução de custos e despesas a iniciativas de eficiência. O material também aponta redução do resultado líquido recorrente societário, por causa do aumento das despesas financeiras.

Sobre capital, a empresa concluiu em agosto um aporte de R$ 2,1 bilhões. No quinquênio, recebeu R$ 7,3 bilhões de acionistas, destinados a projetos de crescimento e ao reforço da estrutura de capital. A posição de caixa ao fim do período foi de R$ 12,9 bilhões, sendo R$ 4,2 bilhões na holding e R$ 8,7 bilhões nas SPEs, saldo 3,7 vezes superior às amortizações de curto prazo.

As captações de longo prazo desembolsadas no ano somam R$ 6,1 bilhões, dos quais R$ 1,5 bilhão no 3T26. A Aegea assinou mandato com o IDB Invest para financiamento de longo prazo de até US$ 400 milhões à Águas do Pará, a ser desembolsado a partir de 2027. Também foi aprovada a recompra, no mercado secundário, de Bonds da Aegea Finance em volume equivalente a US$ 50 milhões, para otimizar o uso dos recursos e reduzir o custo da dívida e do carrego do caixa.