A Vale S.A. divulgou, em 30 de outubro de 2026, a apresentação de desempenho do terceiro trimestre de 2026 (3T26). O EBITDA Proforma foi de US$ 3.508 milhões, contra US$ 4.399 milhões no 3T25. O material mostra o desempenho do preço do cobre ajudando a mitigar as pressões externas sobre o minério de ferro.

No minério de ferro, a produção foi impactada por restrições em Serra Norte, Fábrica e Viga, com produção recorde em S11D e continuidade do ramp-up de Capanema e VGR1. As vendas foram sólidas, apoiadas pelos estoques. A empresa mantém o guidance de produção de 2026 entre 335 e 345 Mt e espera melhora no 4T26, com a retomada de Fábrica.

Em metais básicos, a Vale destacou a maior produção de cobre em um terceiro trimestre em Salobo e a maior produção da refinaria de Sudbury, para o níquel, desde o 4T13. A empresa diz seguir rumo à metade superior do guidance de 2026 da área.

A Vale apresentou o projeto Salobo CPF como aprovado, dentro da meta de duplicar a produção de cobre. Ele prevê cerca de 30 ktpy de cobre e cerca de 15 kozpy de ouro, com início de operação no primeiro semestre de 2028. O CAPEX é de aproximadamente US$ 215 milhões; a parcela da Vale Base Metals (VBM) é de US$ 175 milhões, considerando US$ 40 milhões em financiamento da Wheaton Precious Metals.

O fluxo de caixa livre recorrente foi de US$ 2.230 milhões, com apoio da variação de capital de giro e do efeito caixa do hedge. A dívida líquida expandida terminou o 3T26 em US$ 16.413 milhões, dentro do intervalo-alvo de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões.

Sobre proteção, cerca de 75% do frete está coberto por contratos de longo prazo e mais de 80% do frete de 2027 já está garantido. A exposição ao petróleo está hedgeada em cerca de 67% para 2027 e cerca de 70% para o 4T26. Em setembro de 2026, a Vale pagou US$ 1,7 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio.