Em 18 de agosto de 2026, a deputada Adriana Ventura (NOVO/SP) e os parlamentares Gilson Marques (NOVO/SC), Luiz Lima (NOVO/RJ) e Marcel van Hattem (NOVO/RS) protocolaram o Requerimento de Informação nº 2453/2026. O documento solicita ao Ministro de Estado das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a integralidade dos registros de controle de acesso às dependências da Telebras — sociedade de economia mista controlada pela União e vinculada àquela Pasta — no período de 1º de janeiro de 2023 até a data de elaboração da resposta, bem como informações sobre eventuais tratativas negociais com particulares citados em reportagens jornalísticas sobre investigação da Polícia Federal.
O requerimento fundamenta-se no art. 50, §2º, da Constituição Federal e nos artigos 115, I, e 116 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, pedindo que as respostas sejam apresentadas item a item, acompanhadas de documentos comprobatórios em formato pesquisável (OCR), com indicação de número de processo/SEI, data, unidade responsável e versão. O texto também solicita que, na ausência de documentos ou atos pedidos, seja apresentada justificativa administrativa específica.
Entre os pedidos, estão esclarecimentos sobre a política formal de recebimento de terceiros da Telebras e a existência de reuniões, audiências ou contatos de qualquer natureza entre a presidência ou as diretorias da estatal e três pessoas nominadas: Fernando Bittar, Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva — filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O requerimento pede ainda as agendas, listas de presença, atas e comunicações eletrônicas correspondentes a eventuais encontros.
Reportagens publicadas em 17 de agosto de 2026 informaram que a Polícia Federal obteve, no âmbito de investigação sobre suposto tráfico de influência, mensagens trocadas entre pessoas próximas ao Presidente da República nas quais se discute a utilização de seu nome para viabilizar um negócio de grande porte junto à Telebras. Segundo as reportagens, uma das interlocutoras afirma ter desautorizado o uso desse nome perante os demais envolvidos. A defesa nega qualquer irregularidade e classifica a divulgação como seletiva, no contexto de disputa política.