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A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a Vale S.A. e a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST) firmaram, em 2 de julho de 2026, o Acordo de Parceria nº 7/2026 para o desenvolvimento do "Projeto Harpia Carajás: Programa de Conservação da Harpia no Mosaico de Unidades de Conservação de Carajás". O valor total do projeto é de R$ 9.059.892,18, com vigência de 39 meses a contar da assinatura — o que leva o término a outubro de 2029. O ato foi assinado pelo reitor da UFES, Eustáquio Vinicius Ribeiro de Castro.
O Mosaico de Unidades de Conservação de Carajás, localizado no sudoeste do Pará, abrange cerca de 800 mil hectares de floresta nativa e inclui a Floresta Nacional de Carajás, a Reserva Biológica do Tapirapé, a Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, a Floresta Nacional do Itacaiúnas e a Área de Proteção Ambiental do Igarapé Gelado, entre outras unidades sob gestão do ICMBio. A harpia (Harpia harpyja), maior ave de rapina das Américas, é classificada como vulnerável à extinção pelo ICMBio e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), enfrentando ameaças como perda de habitat, supressão de vegetação, caça e expansão minerária.
O projeto não é uma iniciativa isolada. Segundo informações do site oficial do Projeto Harpia, o programa de conservação do gavião-real começou em 1997, com o núcleo de Carajás estabelecido em 2008. Em 2022, uma nova fase foi consolidada por meio de convênio entre UFES, Vale, Instituto Tecnológico Vale (ITV) e FEST, sob coordenação do professor Aureo Banhos, da UFES. Em junho de 2023, foi realizada uma oficina no BioParque Vale Amazônia, em Parauapebas (PA), para elaborar o Plano de Conservação da Harpia na região, com participação de UFES, ICMBio e outras instituições. Mais recentemente, em dezembro de 2025, o ICMBio Carajás inaugurou o Museu da Harpia na Floresta Nacional de Carajás, vinculado ao projeto, para promover educação ambiental e o monitoramento de ninhos ativos.
A FEST, criada em 1998 e credenciada como fundação de apoio da UFES pela Portaria Conjunta nº 140 MEC/MCT em 2020, atua como intermediadora na contratação de projetos de pesquisa e extensão junto a empresas e órgãos públicos, facilitando a execução administrativa e financeira de iniciativas como esta.
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O novo acordo formaliza a continuidade e a expansão das ações de pesquisa, monitoramento e manejo da harpia em Carajás, somando-se a um esforço de conservação que já monitora dezenas de ninhos da espécie em diferentes biomas brasileiros.
Fonte oficial: Diário Oficial da União · Consultar publicação original