Na plataforma
Transforme esta leitura em monitoramento contínuo. Crie monitores por tema, órgão ou entidade e receba alertas quando algo novo aparecer.
Na edição atual, o Atlas estruturou 3.182 publicações de 44 órgãos.
A ministra de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, assinou a Portaria MCTI nº 10.226, de 28 de julho de 2026, publicada no Diário Oficial da União de 29 de julho de 2026, que aprova a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) para o período de 2024 a 2034. O documento é o principal instrumento estratégico de longo prazo do setor e estabelece diretrizes, objetivos e prioridades para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do país, orientando a formulação, implementação e avaliação das políticas do MCTI.
A ENCTI 2024-2034 foi construída a partir das diretrizes da 5ª Conferência Nacional de CT&I, que mobilizou mais de 100 mil pessoas, e passou por consulta pública entre 5 e 20 de dezembro de 2025, na plataforma Brasil Participativo, após aprovação pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) em reunião no Palácio do Planalto. Entre os objetivos do documento está a meta de elevar os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2034, com áreas prioritárias como agrociências, bioeconomia, saúde, tecnologias digitais, inteligência artificial, semicondutores e transição energética, segundo o MCTI.
Além de aprovar a estratégia, a portaria institui um Grupo de Trabalho temporário, de caráter consultivo e propositivo, para coordenar a elaboração da proposta do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PACTI) 2027-2031 — instrumento quinquenal que detalhará metas e execuções derivadas da ENCTI. O grupo será coordenado pelo Secretário-Executivo do MCTI e composto por mais 13 especialistas designados em razão de sua experiência na área: Anderson Gomes, Olival Freire Júnior, Denise Pires de Carvalho, Helena Nader, Francilene Garcia, Luiz Antonio Rodrigues Elias, Marcela Flores, Vinicius Soares, Marcel Botelho, Mauricélia Negreiro, Álvaro Toubes Prata, Leone Andrade e Maria Luiza Rangel. Entre os membros destaca-se Helena Nader, professora titular da Unifesp e presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC).
O grupo terá prazo máximo de 120 dias, contado da data de publicação da portaria, para apresentar à ministra a proposta de versão final do PACTI 2027-2031 e o relatório final de suas atividades — extinguindo-se com a entrega ou ao término do prazo, o que ocorrer primeiro. O prazo pode ser prorrogado uma única vez, por ato da ministra. A participação no grupo é considerada prestação de serviço público relevante e não remunerada. O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) prestará apoio técnico, analítico e metodológico ao grupo.
Os destaques das fontes oficiais, toda semana no seu email.
Inscrição imediata, com email de confirmação. Cancele quando quiser, com um clique.
Sua inscrição começa imediatamente. Também enviamos um email de confirmação, com um link para cancelar caso não tenha sido você.
A portaria revoga a Portaria GT-ENCTI nº 9.203, de 12 de junho de 2025, que havia instituído o grupo de trabalho responsável pela elaboração da própria ENCTI, e entra em vigor na data de sua publicação. O processo administrativo de origem é o nº 01245.011543/2026-90.
A assinatura é da ministra Luciana Santos, engenheira eletricista formada pela UFPE, ex-prefeita de Olinda e ex-vice-governadora de Pernambuco, que ocupa o cargo desde janeiro de 2023 como a primeira mulher a liderar a pasta, segundo o MCTI.
Fonte oficial: Diário Oficial da União · Consultar publicação original