O governo federal publicou o Decreto nº 13.065, de 15 de julho de 2026, que regulamenta o art. 3º da Lei nº 14.968, de 11 de setembro de 2024 — a qual instituiu o Programa Brasil Semicondutores (Brasil Semicon) — e altera o Decreto nº 10.615/2021 para incluir as regras do novo programa ao lado do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis).

O Brasil Semicon tem por objetivo incentivar o avanço tecnológico e fortalecer o ecossistema de pesquisa, desenvolvimento, inovação, design, produção e aplicação de componentes semicondutores, displays e painéis solares no país. Para isso, prevê cinco eixos de atuação: simplificação e desoneração tributária; apoio a instituições e iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação; capacitação e especialização de recursos humanos; apoio ao investimento privado e acesso a linhas de financiamento; e melhoria do ambiente de negócios e simplificação de processos de importação e exportação.

O decreto cria o Conselho Gestor do Brasil Semicon, com a finalidade de monitorar e avaliar o programa. Será presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e terá ainda representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério da Fazenda, do BNDES e da Finep. A Secretaria-Executiva do conselho será exercida pelo MCTI. Os membros titulares deverão ocupar Função Comissionada Executiva ou Cargo Comissionado Executivo de nível 17 ou superior; os suplentes, de nível 15 ou superior.

Ao conselho compete definir a estratégia de atração de investimentos estrangeiros para os segmentos abrangidos pela Lei nº 11.484/2007 (que criou o Padis), estabelecer os critérios de monitoramento e avaliação para cada biênio do programa e aprovar e divulgar anualmente o plano de ação do Brasil Semicon para o ano-calendário subsequente. As reuniões ordinárias ocorrerão semestralmente; o quórum de reunião é de maioria absoluta e o de aprovação, de maioria simples. Em caso de empate, o presidente terá voto de qualidade.

Segundo o texto, o MCTI encaminhará ao conselho o relatório anual de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação e o plano de capacitação de recursos humanos; o MDIC, o relatório anual de monitoramento industrial; e o BNDES e a Finep, relatórios anuais de concessão de recursos e cronograma de editais projetado para os três anos seguintes, incluindo a aquisição de máquinas, equipamentos e infraestrutura laboratorial para instituições científicas, tecnológicas e de inovação, com recursos não reembolsáveis e identificados do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), quando couber.