A Fundação Oswaldo Cruz instituiu, por meio da Portaria nº 767, de 16 de julho de 2026 — publicada no Diário Oficial da União em 20 de julho —, o Complexo Tecnológico em Diagnósticos (CTD) como novo site tecnológico e produtivo do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). O ato foi assinado por Valcler Rangel Fernandes, vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, que assina a portaria no exercício da presidência da fundação.

O CTD terá como finalidade produzir, controlar a qualidade, desenvolver tecnologicamente e inovar produtos para diagnóstico e dispositivos médicos, com foco no atendimento às demandas estratégicas do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as atividades previstas estão a produção e o desenvolvimento de produtos para diagnóstico e dispositivos médicos, a inovação de insumos, kits e plataformas aplicadas ao diagnóstico em saúde, o controle da qualidade de produtos e processos, a internalização de tecnologias estratégicas para o SUS e a otimização e automação de processos produtivos.

A portaria estabelece que o complexo deverá ampliar a capacidade do Bio-Manguinhos e do país para a produção de insumos e produtos diagnósticos, contribuindo para a autonomia produtiva nacional, a redução da dependência externa e o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O CTD também deverá apoiar os programas estratégicos do Ministério da Saúde no fornecimento de insumos, kits e dispositivos médicos essenciais às políticas públicas de saúde, e atender às exigências de órgãos reguladores nacionais e internacionais.

Contexto — O Bio-Manguinhos já é um dos principais fornecedores de kits de diagnóstico in vitro para o SUS, com um portfólio de cerca de 40 kits para doenças como Chagas, leishmanioses, leptospirose, Aids, sífilis e Zika, segundo a página institucional da Fiocruz. Em novembro de 2025, a Fiocruz formalizou a cessão de uma planta produtiva da empresa bioMérieux em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, que passou a ser operada pelo Bio-Manguinhos a partir de março de 2026 para ampliar a produção de testes rápidos e insumos diagnósticos, conforme reportagem publicada na BVS Saúde Pública. A criação do CTD formaliza e amplia essa estratégia de consolidar a Fiocruz como polo nacional de produção e inovação em diagnósticos.