A Autoridade Portuária de Santos S.A. (APS) publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira (19/06/2026) o extrato de rescisão bilateral do contrato APS/012.2025, firmado em 27/02/2025 com a Fundação para Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), vinculada à USP. O acordo foi datado de 17/06/2026.

O contrato previa a contratação de assessoria técnica especializada para o acompanhamento, gerenciamento e controle do desenvolvimento do projeto de ligação seca entre Santos e Guarujá. O valor global era de R$ 72.812.859,24, com prazo de 40 meses.

"Contratação de pessoa jurídica para assessoria técnica especializada para o apoio ao acompanhamento, gerenciamento e controle do processo de desenvolvimento e consolidação do projeto para a implantação da ligação seca Santos-Guarujá", diz o objeto do contrato no extrato.

A rescisão foi fundamentada no Parecer SUJUD/GEJAD nº 172.2026, de 20/05/2026, e assinada pelo presidente da APS, Anderson Pomini, pelo diretor de Infraestrutura Orlando de Almeida Razões Júnior, e pelos diretores da FDTE Luiz Felipe de Moura Franco e Ana Paula Haipek Campos.

Contexto da investigação

A rescisão ocorre após o contrato ter sido alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF), aberta em janeiro de 2026. A apuração questionava a dispensa de licitação usada pela APS para contratar a FDTE, a pertinência dos serviços, a escolha da instituição e a metodologia de precificação, que teria se baseado em concorrência da Dersa de 2014 atualizada monetariamente.

O contrato também era questionado por possível duplicidade de gastos: enquanto a APS contratou a FDTE, o Governo do Estado de São Paulo contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para estruturar o mesmo projeto.