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A Petrobras divulgou em 28/07/2026 seu relatório de produção e vendas do segundo trimestre de 2026, registrando produção média de óleo, LGN e gás natural de 3,34 MM boe/d (3.336 mil boed) — novo recorde histórico, 14,1% acima do mesmo período de 2025 e 3,4% superior ao 1T26. O resultado foi impulsionado pela maior eficiência operacional, pelo ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria (campo de Jubarte), Alexandre de Gusmão (campo de Mero) e P-78 (campo de Búzios), além do início de produção do FPSO P-79, também em Búzios, parcialmente compensado pelo declínio natural de campos maduros.
A plataforma P-79 entrou em operação em 1º de maio de 2026, três meses antes do previsto no Plano de Negócios 2026–2030 (PN 26–30) e com antecipação total de cinco meses frente ao planejamento do ano anterior (PN 25–29). É a oitava plataforma do campo de Búzios, com capacidade de 180 mil bpd de óleo e compressão de 7,2 MM m³/d de gás. Com a entrada da unidade, a capacidade instalada de produção de Búzios passou a aproximadamente 1,33 MM bpd. Em junho, as plataformas de Búzios alcançaram pela primeira vez uma produção média mensal superior a 1 milhão de bpd — marca atingida 8,2 anos após o início da produção comercial dos sistemas definitivos do campo.
No segmento de refino, o Fator de Utilização Total (FUT) do parque alcançou 101,2%, recorde histórico, superando o anterior de 101,1% registrado no 3T14. Em abril e maio de 2026, o FUT atingiu 102,5% por dois meses consecutivos, maior resultado mensal do parque atual. A elevada utilização permitiu que a produção de derivados reachesse 1.918 mbpd, com recordes de 509 mbpd de diesel S10 e 109 mbpd de querosene de aviação (QAV).
As exportações líquidas (exportações menos importações) subiram 26,2% no 2T26 em relação ao 1T26, passando de 852 mbpd para 1.075 mbpd, impulsionadas pelo aumento de 9,9% nas exportações totais (para 1.231 mbpd) e pela queda de 41,8% nas importações (para 156 mbpd). As importações de petróleo recuaram 43,3% e as de diesel caíram 63,3%. A importação total de derivados foi de 67 mbpd, o menor volume trimestral já registrado.
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A China reduziu sua participação como destino das exportações de petróleo da Petrobras, passando de 62% no 1T26 para 35% no 2T26, em decorrência de medidas do país para minimização de importações frente ao cenário internacional de preços. A queda foi compensada pelo aumento dos fluxos para Índia (22%), Europa (18%) e restante da Ásia (14%), com a conquista de cinco novos clientes internacionais.
O relatório é de natureza informativa e os dados operacionais não são auditados pelo auditor independente. O balanço financeiro completo do 2T26 será divulgado em 6 de agosto de 2026, segundo reportagem do Financenews.
Fonte oficial: Comissão de Valores Mobiliários · Consultar publicação original