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O Banco Bradesco S.A. comunicou, em 29 de julho de 2026, a aprovação pelo Conselho de Administração de aumento do capital social no valor de até R$ 10 bilhões, mediante subscrição particular de novas ações. As acionistas controladoras do banco — grupo formado pela Cidade de Deus - Companhia Comercial de Participações, Fundação Bradesco e NCF Participações S.A., segundo dados de março de 2026 — assumiram compromisso firme de subscrever até R$ 8 bilhões, observados os direitos dos demais acionistas.
O capital social será elevado de R$ 93.770.000.000,00 para até R$ 103.770.000.000,00, com emissão de até 302.876.396 ações ordinárias (ON) ao preço de R$ 15,43 cada e até 301.976.357 ações preferenciais (PN) a R$ 17,64 cada, totalizando até 604.852.753 novas ações. Os preços de emissão foram calculados com base nas cotações de fechamento da B3 em 28 de julho de 2026 (último pregão antes da aprovação), com deságio de 6%, destinado a incentivar a participação dos acionistas. Não houve aumento de capital da Sociedade nos últimos três anos.
O conselho também aprovou a antecipação, para 15 de setembro de 2026, do pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) anteriormente declarados em 25 de março e 23 de junho de 2026, totalizando R$ 6.500.000.000,00 — R$ 0,585666779 por ação ordinária e R$ 0,644233458 por ação preferencial. A antecipação permite que os acionistas utilizem esses créditos para integralizar ações no aumento de capital. O Bradesco informa ainda que pagará em 31 de julho de 2026 o JCP deliberado em 18 de dezembro de 2025, distinto dos valores antecipados nesta operação.
Direito de preferência e prazos
O período de exercício do direito de preferência vai de 6 de agosto a 4 de setembro de 2026, na proporção de 5,721967934% sobre as ações da mesma espécie que o acionista possuir em 4 de agosto de 2026 (data-base). As ações passarão a ser negociadas "ex-direito de subscrição" a partir de 5 de agosto. Os direitos de preferência serão admitidos à negociação na B3 de 6 de agosto a 1º de setembro de 2026.
A integralização será à vista, no ato da subscrição, mediante débito em conta corrente no Bradesco, via PIX ou, alternativamente, por compensação dos créditos de JCP pagos em 15 de setembro. As novas ações serão creditadas em até três dias úteis após a homologação do aumento de capital pelo Banco Central do Brasil (BACEN), que também é condição para o início da negociação das novas ações na B3.
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O Bradesco projeta acréscimo de aproximadamente 0,9 ponto percentual no índice de Capital Principal, que alcançaria nível pro forma de cerca de 12,7%, conforme divulgado em 6 de maio de 2026 nos resultados do primeiro trimestre. Acionistas que não exercerem o direito de preferência terão participação diluída em, no máximo, 3,40%.
A operação está autorizada para homologação parcial, desde que seja subscrito o valor mínimo de R$ 8 bilhões; nesse caso, as ações não subscritas serão canceladas e os valores ajustados ao montante efetivamente subscrito. As sobras de ações não subscritas serão rateadas entre os acionistas que manifestarem interesse.
Segundo o comunicado, os recursos serão destinados a "dar continuidade à execução do plano de transformação em curso", com investimentos em tecnologia, eficiência comercial e expansão dos negócios. De acordo com reportagem da Forbes publicada em dezembro de 2025, o Bradesco vive um plano de reestruturação quinquenal iniciado em 2023 pelo CEO Marcelo Noronha, com crescimento de 22% nos investimentos em tecnologia em 2025 e previsão de aumento adicional de 16% para 2026. As acionistas controladoras, no comunicado, reiteraram "elevada confiança" nesse plano.
As informações detalhadas da operação constam do Anexo E da Resolução CVM nº 80/2022. O fato relevante foi assinado pelo diretor de Relações com Investidores, André Costa Carvalho.
Fonte oficial: Comissão de Valores Mobiliários · Consultar publicação original