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A SIMPAR S.A. (B3: SIMH3) informou, em fato relevante divulgado em 23 de julho de 2026 nos termos da Resolução CVM nº 44/21, que assinou contrato de compra e venda vinculante com a ICTSI AMERICAS B.V. para a alienação de 100% da HSIM Participações e Holding Ltda., detentora da CS Porto Aratu — conjunto dos terminais ATU12 e ATU18 no Porto de Aratu, em Candeias (BA). O Enterprise Value da transação é de R$ 1,8 bilhão.
O contrato foi assinado pela SIMPAR e pela CS Brasil Holding e Locação S.A., controlada integral da SIMPAR. Juntas, as duas empresas detinham 100% da HSIM — 63,27% pela SIMPAR e 36,73% pela CS Brasil Holding. A HSIM, por sua vez, controla integralmente as empresas ATU12 Arrendatária Portuária SPE S.A. e ATU18 Arrendatária Portuária SPE S.A., que operam em conjunto sob a marca CS Porto Aratu.
Estrutura financeira
A transação compreende Equity Value de R$ 750 milhões e dívida líquida de R$ 1,0 bilhão (referência 1T26). O pagamento do Equity Value será feito em duas parcelas: R$ 650 milhões na data de fechamento e R$ 100 milhões em earn-out, com prazo de até 18 meses a partir do fechamento. Os investimentos realizados com capital próprio na CS Porto Aratu totalizaram R$ 128 milhões, o que implica múltiplo sobre capital investido (MOIC) de 5,8x em prazo médio de 3,6 anos.
A SIMPAR destacou que a venda evidencia sua estratégia de investir, desenvolver e monetizar ativos de infraestrutura. Segundo a companhia, o Enterprise Value combinado das três empresas de infraestrutura sob sua gestão (Ciclus Rio, Ciclus Amazônia e CS Porto Aratu) totaliza R$ 3,9 bilhões, com taxa interna de retorno média de 36% ao ano — 24 pontos percentuais acima do CDI e 30 p.p. acima do Ibovespa no mesmo período.
Condições precedentes
O fechamento da transação está condicionado a aprovações regulatórias, incluindo o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e a autorização do poder concedente. O Bradesco BBI atuou como assessor financeiro da SIMPAR na operação.
O ativo e o comprador
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A CS Porto Aratu opera terminais de granéis sólidos no Porto de Aratu, na Bahia, com papel logístico estratégico para o corredor agrícola do MATOPIBA. Segundo a página oficial da CS Porto Aratu, os terminais ATU12 e ATU18 tiveram investimentos superiores a R$ 900 milhões em modernização e ampliação, com o ATU18 (focado em granéis vegetais) entrando em operação plena em fevereiro de 2026. A concessão dos terminais foi obtida em leilão realizado no final de 2020, com início das operações em junho de 2022, conforme reportagem do Money Times.
A SIMPAR afirmou no fato relevante que transformou um ativo portuário obsoleto da década de 1970 em uma plataforma moderna, com ampliação de 5x da capacidade operacional em quatro anos, alcançando movimentação potencial de 9,5 milhões de toneladas por ano. O terminal já opera navios Panamax e tem potencial para evolução para Post-Panamax.
A compradora, ICTSI AMERICAS B.V., é subsidiária do grupo ICTSI (International Container Terminal Services Inc.), operador portuário de origem filipina que já atua no Brasil por meio do Rio Brasil Terminal (Porto do Rio de Janeiro) e do Tecon Suape (Pernambuco), conforme informações no site institucional da ICTSI. A aquisição da CS Porto Aratu representa a entrada do grupo no segmento de granéis sólidos no Nordeste brasileiro.
O fato relevante foi assinado por Denys Marc Ferrez, Diretor Vice-Presidente Executivo de Finanças Corporativo e Diretor de Relações com Investidores da SIMPAR.
Fonte oficial: Comissão de Valores Mobiliários · Consultar publicação original