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O Grupo Casas Bahia S.A. (B3: BHIA3) informou, em fato relevante de 16 de agosto de 2026, que o Conselho de Administração aprovou e autorizou o ajuizamento de pedido de recuperação judicial da companhia e de nove subsidiárias, protocolado na mesma data perante o Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo/SP. O pedido contou também com a aprovação do acionista controlador.
Além da companhia, integram o pedido as seguintes empresas: ASAP Log - Logística e Soluções Ltda.; ASAP Log Ltda.; CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda.; Cntlog Express Logística e Transporte Ltda.; Globex Administração e Serviços Ltda.; Cnova Comércio Eletrônico S.A.; Integra Soluções para Varejo Digital Ltda.; Casas Bahia Tecnologia Ltda.; e Indústria de Móveis Bartira Ltda.
Em atenção ao artigo 122, inciso IX e parágrafo único, da Lei das S.A., o Conselho de Administração também aprovou a convocação de Assembleia Geral Extraordinária para ratificar a decisão de ajuizamento, adotada em caráter de urgência. A proposta será divulgada oportunamente pela companhia. O próprio fato relevante foi divulgado nos termos do artigo 157, §4º, da Lei das S.A. e da Resolução CVM nº 44/2021.
O pedido foi ajuizado em um cenário de deterioração das condições econômico-financeiras, marcado por patamares elevados de taxas de juros, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre consumo e capital de giro, além da não concretização de alternativas de liquidez estruturadas pela companhia, conforme detalhado na Nota Explicativa 1 às suas Demonstrações Financeiras Trimestrais relativas ao trimestre findo em 30 de junho de 2026.
O contexto é agravado por resultados recentes: a varejista registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, com patrimônio líquido negativo de R$ 8,1 bilhões, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. A empresa já havia concluído um processo de recuperação extrajudicial em 2024, no qual renegociou uma dívida de R$ 4,1 bilhões, e anunciou o fechamento de 298 lojas e a demissão de cerca de 1,9 mil funcionários como parte do plano de reestruturação.
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A recuperação judicial tem como objetivo preservar a continuidade das atividades empresariais, proteger a geração de valor futuro e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento de suas obrigações. A companhia pretende manter suas operações em todos os canais existentes, sem interrupções relevantes, e buscar o reperfilamento e alongamento de suas dívidas financeiras e operacionais.
Fonte oficial: Comissão de Valores Mobiliários · Consultar publicação original
O texto foi conferido com a publicação oficial.
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