O deputado Capitão Alberto Neto (PL/AM) apresentou a Indicação 1616/2026, que sugere ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima providências diante da fumaça que atinge Manaus. O documento foi apresentado à Mesa da Câmara em 8 de outubro de 2026.

A indicação relata que um incêndio em depósito irregular de resíduos no Distrito Industrial II começou na tarde de 6 de outubro e chegou ao terceiro dia, queimando plásticos, borrachas e solventes. A fumaça se soma à de queimadas no interior do Amazonas, com focos apontados em Itacoatiara, Careiro da Várzea, Manaquiri e Autazes. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais registrou 554 focos de calor no estado nos primeiros dias do mês.

Na madrugada de 8 de outubro, o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental, mantido pela Universidade do Estado do Amazonas, registrou 490,1 microgramas de material particulado fino por metro cúbico — quase 20 vezes o limite superior da faixa considerada adequada pelo sistema. No mesmo dia, UFAM, IFAM e UEA suspenderam atividades presenciais na capital. O Corpo de Bombeiros do Amazonas combatia as chamas, e o órgão ambiental estadual havia autuado o responsável pela área em cerca de R$ 5,5 milhões.