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A inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em 4,7% em junho de 2026, segundo a Nota para a Imprensa de Estatísticas Monetárias e de Crédito publicada pelo Banco Central em 30 de julho. O BC classificou o indicador como estável em relação a maio e informou alta de 1,0 ponto percentual em 12 meses.
A taxa divulgada na nota é arredondada para uma casa decimal. Na série SGS nº 21082, que traz duas casas decimais, o percentual de junho é 4,68%, abaixo dos 4,74% de maio — o maior valor da série iniciada em março de 2011. Em junho de 2025, a taxa era 3,75%.
O indicador corresponde ao percentual da carteira de crédito do SFN com pelo menos uma parcela em atraso superior a 90 dias. Ele reúne operações contratadas tanto no segmento de crédito livre quanto no de crédito direcionado.
Nas operações com pessoas jurídicas, a inadimplência ficou em 3,2%; nas operações com pessoas físicas, em 5,6%. As duas taxas permaneceram estáveis no mês. Em 12 meses, o Banco Central registrou altas de 0,5 ponto percentual para pessoas jurídicas e de 1,2 ponto percentual para pessoas físicas.
No crédito com recursos livres, a inadimplência ficou em 6,2%, estável no mês e 0,9 ponto percentual acima do nível de 12 meses antes. Para empresas, a taxa recuou 0,1 ponto percentual no mês e ficou em 4,0%. Para famílias, permaneceu estável em 7,6%.
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Junho foi o primeiro mês completo após a criação do Novo Desenrola Brasil pela Medida Provisória nº 1.355, de 4 de maio de 2026. O programa alcança pessoas físicas com dívidas de crédito em atraso entre 91 e 720 dias e determina que essas obrigações sejam liquidadas ou substituídas por uma nova operação de crédito. Por isso, as renegociações atuam diretamente sobre linhas que integram o indicador de inadimplência do Banco Central.
No Relatório de Política Monetária de junho, o Banco Central afirmou que medidas recentes de renegociação de dívidas de pessoas físicas tendem a reduzir a inadimplência nas linhas elegíveis nos meses seguintes. A nota de crédito de 30 de julho, porém, não isolou nem quantificou o efeito do Novo Desenrola sobre a taxa agregada de junho.
Os dados constam da Nota para a Imprensa de Estatísticas Monetárias e de Crédito, de 30 de julho de 2026, e da série SGS nº 21082 do Banco Central.
Fonte oficial: Banco Central do Brasil · Consultar publicação original