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O Banco Central do Brasil divulgou que o saldo da balança comercial de bens, no conceito BPM6 (6ª edição do Manual de Balanço de Pagamentos do FMI), foi superavitário em US$ 8.830,3 milhões (cerca de US$ 8,83 bilhões) em junho de 2026.
No mês, as exportações de bens totalizaram US$ 36.417,3 milhões e as importações somaram US$ 27.587,1 milhões, resultando no superávit mencionado. Segundo reportagens baseadas nos dados do BCB, as exportações de junho atingiram recorde histórico para a série, com alta de 24,8% em relação a junho de 2025, enquanto as importações cresceram 15,3% na mesma comparação.
Em comparação com junho de 2025, quando o superávit da balança comercial de bens havia sido de aproximadamente US$ 5,25 bilhões, o saldo aumentou US$ 3.583,3 milhões, indicando melhora ano a ano. O acumulado no ano até junho chegou a US$ 37,42 bilhões, frente a US$ 26,13 bilhões no mesmo período de 2025. O acumulado em 12 meses atingiu US$ 71,01 bilhões.
Apesar do superávit comercial, as transações correntes do balanço de pagamentos — que englobam comércio de bens, serviços e renda — registraram déficit de US$ 2.329,9 milhões em junho de 2026, uma redução de 55,8% em relação ao déficit de US$ 5,2 bilhões observado em junho de 2025. O déficit na conta de serviços (incluindo viagens internacionais, transporte e telecomunicações) reachou US$ 5,1 bilhões no mês. No acumulado de 12 meses até junho, o déficit em transações correntes totalizou US$ 61,4 bilhões, equivalente a 2,46% do PIB, ante US$ 75,5 bilhões (3,52% do PIB) no período anterior, conforme dados do BCB.
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Os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$ 9,1 bilhões em junho, contribuindo para o financiamento do déficit em transações correntes.
Fonte oficial: Banco Central do Brasil · Consultar publicação original