Em maio de 2026, a dívida bruta do governo geral chegou a 81,07% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo os dados divulgados pelo Banco Central. Esse patamar representa um aumento de 0,7 ponto percentual em relação a abril de 2026, quando a dívida era de 80,37% do PIB.
Comparada ao mesmo mês do ano anterior, a dívida subiu 5,31 pontos percentuais, passando de 75,76% do PIB em maio de 2025 para 81,07% em maio de 2026. O indicador mede o total de obrigações do governo em relação ao tamanho da economia, sendo um parâmetro central para avaliar a sustentabilidade fiscal do país.
Para contextualizar, a dívida líquida do setor público – que desconta os ativos financeiros do governo – ficou em 67,91% do PIB em maio de 2026. Além disso, o resultado primário acumulado nos últimos 12 meses registrou déficit de 1,14% do PIB, ou seja, as receitas foram insuficientes para cobrir as despesas, excluindo os juros da dívida.
Esses números indicam que o endividamento está em trajetória de alta, o que pode limitar a capacidade do governo de financiar novos gastos ou reduzir a dívida sem comprometer outras áreas da política fiscal. O acompanhamento desses indicadores é fundamental para entender os limites de manobra das contas públicas e as possíveis implicações para a economia como um todo.