Em maio de 2026, a dívida líquida do setor público atingiu 67,91% do Produto Interno Bruto (PIB), registrando alta de 0,55 ponto percentual em relação a abril e de 6,19 pontos percentuais em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
A dívida líquida difere da dívida bruta, que inclui todos os passivos do governo, pois desconta os ativos do setor público, como reservas internacionais e outros bens. No mesmo período, a dívida bruta do governo geral ficou em 81,07% do PIB, enquanto o resultado primário acumulado nos últimos 12 meses foi de 1,14% do PIB, indicando déficit primário.
Para a população, o aumento da dívida líquida pode sinalizar pressões fiscais futuras, já que um nível mais elevado de endividamento pode limitar a capacidade do governo de investir em políticas públicas sem recorrer a novos recursos ou ajustes fiscais. Contudo, a diferença entre dívida bruta e líquida mostra que parte dos passivos está compensada por ativos que podem ser mobilizados.
Este patamar representa o maior nível registrado nos últimos 136 meses, desde janeiro de 2015, reforçando a tendência de crescimento da dívida pública nos últimos anos.