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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP‑M), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou queda de 1,16% em julho de 2026, intensificando a deflação já observada no mês anterior (–0,50% em junho). Com esse resultado, o índice acumula alta de 2,08% no ano e de 2,76% nos últimos 12 meses — recuo de 0,20 ponto percentual em relação aos 2,96% registrados no mesmo período até julho de 2025.
A deflação mensal foi influenciada principalmente pela queda dos preços ao produtor, especialmente de combustíveis e derivados de petróleo, e pela desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), segundo informações divulgadas pela FGV em 30 de julho de 2026.
Em junho de 2026, o IGP‑M acumulava 3,16% em 12 meses. A passagem de 3,16% para 2,76% representa uma redução de 0,40 ponto percentual no acumulado anual. A variação de julho (–1,16%) também foi mais intensa que a de julho de 2025 (–0,77%).
O IGP‑M é composto por três índices — IPA (preços ao produtor, com peso 60%), IPC (preços ao consumidor, 30%) e INCC (custos de construção, 10%) — e tende a ser mais volátil que o IPCA, a inflação oficial ao consumidor medida pelo IBGE, por refletir preços no atacado e componentes mais sensíveis ao câmbio. O índice é amplamente utilizado como referência para reajustes de aluguéis, tarifas de serviços públicos e contratos financeiros.
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Em comparação, o IPCA acumulado em 12 meses até junho de 2026 — dado mais recente divulgado pelo IBGE — está em 4,64%. A prévia do IPCA referente a julho (IPCA‑15) apontou variação de 0,06% no mês e acumulado de 4,52% em 12 meses, segundo o IBGE. A divergência entre IGP‑M (2,76%) e IPCA (4,64%) indica que a pressão de preços ao consumidor segue mais elevada que a dos preços no atacado, cenário que pode limitar aumentos em contratos indexados ao IGP‑M nos próximos ciclos de reajuste.
Fonte oficial: Banco Central do Brasil · Consultar publicação original