Na plataforma
Transforme esta leitura em monitoramento contínuo. Crie monitores por tema, órgão ou entidade e receba alertas quando algo novo aparecer.
A dívida bruta do governo geral (DBGG) atingiu 81,94% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central em 31 de julho. O valor representa alta de 0,9 ponto percentual em relação a maio, quando estava em 81,0% do PIB, e aumento de 5,64 pontos percentuais frente a junho de 2025. Em termos monetários, a dívida bruta totalizou R$ 10,8 trilhões no mês.
É o maior patamar da dívida bruta em mais de cinco anos — a última vez que o indicador esteve igual ou acima desse nível foi em abril de 2021, quando ainda refletia o impacto fiscal da pandemia de Covid-19. O pico histórico foi registrado em outubro de 2020, quando a dívida chegou a 87,6% do PIB, segundo dados do Banco Central.
A DBGG engloba as obrigações do Governo Federal, INSS, estados e municípios. Quando a dívida representa uma parcela elevada do PIB, há maior pressão sobre as contas públicas, pois o governo precisa destinar mais recursos ao pagamento de juros e amortizações, o que pode limitar a capacidade de investir em políticas públicas.
Os demais indicadores fiscais de junho também worsened. A dívida líquida do setor público — que desconta ativos financeiros da dívida bruta — subiu para 68,5% do PIB, ante 67,9% em maio. O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho, acima das projeções de economistas consultados pela Reuters, que esperavam rombo de R$ 49,8 bilhões. No acumulado de 12 meses até junho, o déficit primário do setor público consolidado alcançou 1,19% do PIB (R$ 157,2 bilhões), deterioração em relação aos 1,14% do PIB registrados até maio.
Os destaques das fontes oficiais, toda semana no seu email.
Inscrição imediata, com email de confirmação. Cancele quando quiser, com um clique.
Sua inscrição começa imediatamente. Também enviamos um email de confirmação, com um link para cancelar caso não tenha sido você.
O Tesouro Nacional projetou que a dívida bruta do governo geral fechará 2026 em 83,5% do PIB, segundo reportagem publicada no Investing.com. A trajetória ascendente mantém pressão sobre a sustentabilidade fiscal e é acompanhada de perto por agências de classificação de risco e mercados financeiros.
Fonte oficial: Banco Central do Brasil · Consultar publicação original