Atlas Público
Leituras autorais dos dados públicos que o Atlas monitora: os agregados, padrões e séries que só aparecem quando se lê tudo — do Diário Oficial às compras públicas e aos tribunais. Método aberto, números conferidos, sem acusação onde há ato regular.
Em 102 despachos publicados no Diário Oficial até 11 de julho, o Ministério da Fazenda autorizou garantias da União que lastreiam ao menos R$ 28 bilhões em operações de crédito. O Atlas somou o fluxo, abriu para que serve o dinheiro, quem empresta — e foi atrás do que acontece quando o ente não paga.
Os três dias mais movimentados do semestre caíram na última semana antes do congelamento da Lei das Eleições. O Atlas decompôs a corrida: quem acelerou, o que exatamente correu, por que quase tudo era legal — e por que o Diário não silenciou depois do prazo.
O Atlas leu todas as decisões publicadas pelo Supremo no Diário da Justiça eletrônico em 2026. O retrato que emerge não é o de uma corte de grandes causas constitucionais, e sim o de uma esteira de triagem recursal — com um terço da produção saindo de uma única cadeira.
Uma única construtora concentra mais de quatro vezes o valor da segunda colocada nos atos contratuais do DNIT em 2026 — e a dominância vem menos de licitações novas do que da renovação seguida de contratos antigos, alguns de 2017.
Os rankings de compras públicas medem quem recebe mais dinheiro. O Atlas virou a lente: quem está em mais órgãos, em mais estados? Num universo de 128 mil fornecedores, só 53 empresas operam em 20 ou mais unidades da federação.
Da conta de luz à farmacovigilância, passando pelo espectro dos satélites e pela Zona Franca: o Atlas mapeou as consultas públicas com prazo aberto no Diário Oficial. Quatro órgãos concentram mais de um terço delas — e o relógio corre.