A Suzano S.A. divulgou, na apresentação de resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26), EBITDA ajustado de R$ 5,7 bilhões. O valor compara-se a R$ 4,7 bilhões no 2T26 e a R$ 5,2 bilhões no 3T25.
Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado por maiores volumes de vendas, melhor competitividade de custos e pela contribuição inicial da Arbex, que respondeu por um aumento de R$ 694 milhões no EBITDA do segmento de bens de consumo. Os volumes de vendas de celulose somaram 3,2 milhões de toneladas (3,0 milhões no 2T26 e 3,2 milhões no 3T25); os de bens de consumo, 299 mil toneladas (66 mil no 2T26 e 64 mil no 3T25); e os de papel e embalagens, 374 mil toneladas.
No segmento de celulose, o custo de caixa sem paradas (ex-downtimes) foi de R$ 825 por tonelada, abaixo dos R$ 843/t do 2T26, mas acima dos R$ 801/t do 3T25. A empresa atribuiu a queda a ganhos operacionais, apesar da pressão sobre insumos ligados ao petróleo e produtos químicos causada pelo conflito no Oriente Médio.
A geração de caixa operacional (EBITDA ajustado menos capex de sustentação) foi de R$ 3,8 bilhões, contra R$ 2,9 bilhões no 2T26. O fluxo de caixa livre ajustado somou R$ 2,6 bilhões, ante R$ 3,3 bilhões no 2T26.
A dívida líquida consolidada chegou a US$ 14,7 bilhões, ante US$ 12,8 bilhões no 2T26, já incluindo a Arbex. A alavancagem pro forma (dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses) ficou em 3,4x em dólares, estável em relação ao 2T26, considerando o EBITDA pro forma da Arbex de US$ 531 milhões. Sem esse EBITDA, a alavancagem seria de 3,7x.
Para o 4T26, a Suzano projeta tendência positiva de preço, volume de vendas e câmbio, levando ao trimestre mais forte do ano, e dívida líquida abaixo de US$ 14 bilhões. A guia de custo de caixa da celulose em 2026, sem paradas, é de cerca de R$ 825/t. A empresa diz manter o foco na desalavancagem e na redução da dívida líquida, e que o plano de ganhos de eficiência da Arbex começa no 4T26.