A HBR Realty Empreendimentos Imobiliários S.A. comunicou, em 3 de julho de 2026, que os membros independentes do seu Conselho de Administração aprovaram a realização de uma oferta pública de aquisição unificada (OPA) pela totalidade das ações ordinárias da Helbor Empreendimentos S.A. — excluídas as ações em tesouraria —, com o objetivo de tomar o controle da companhia e promover o cancelamento do seu registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a saída do segmento especial de listagem Novo Mercado da B3.

O preço oferecido é de R$ 2,52 por ação da Helbor, a ser liquidado mediante a entrega de 0,81553398 ação ordinária de emissão da HBR para cada ação da Helbor (“Relação de Permuta”). Tanto o preço quanto a relação de permuta podem ser ajustados em caso de distribuição de proventos, grupamentos, desdobramentos, bonificações ou redução de capital sem cancelamento de ações.

O Conselho de Administração da HBR fixou os termos com base em laudos de avaliação da HBR e da Helbor elaborados pela Apsis Consultoria Empresarial Ltda., que seguiram os critérios do Anexo C da Resolução CVM 215 e do Regulamento do Novo Mercado. As novas ações da HBR entregues aos acionistas da Helbor serão emitidas dentro do limite do capital autorizado e depositadas nas contas de custódia na B3 na data de liquidação do leilão da OPA.

A proposta prevê a criação de uma nova plataforma imobiliária que combine a operação de renda recorrente da HBR nos segmentos varejista e corporativo com a experiência em incorporação da Helbor. A HBR destaca ainda o acesso a um landbank premium, com mais de 80% dos ativos concentrados em São Paulo e mais da metade do valor geral de vendas bruto potencial nos segmentos de altíssimo, alto e médio-alto padrão, além de sinergias com redução de despesas gerais e administrativas e otimização de governança.

A conclusão da operação está sujeita a condições usuais desse tipo de transação, entre elas: (i) aquisição do controle da Helbor; (ii) registro da oferta pela CVM; (iii) manifestação favorável de acionistas detentores de mais de dois terços das ações dos acionistas habilitados ao leilão da OPA (“Manifestação Favorável Mínima”); e (iv) aprovação pelos acionistas da HBR em assembleia geral a ser convocada. Caso qualquer condição não seja atendida, a HBR desistirá da oferta.

Os acionistas controladores comuns das duas companhias — Hélio Borenstein S.A. — Administração, Participações e Comércio, Henrique Borenstein e Henry Borenstein — assumiram, de forma irrevogável e irretratável, as obrigações de não alienar as ações da Helbor até o leilão, habilitar-se na OPA e vender a totalidade das ações de sua titularidade, desde que verificada a Manifestação Favorável Mínima.

O Banco BTG Pactual S.A. atuará como instituição intermediária e garantidora da liquidação financeira da oferta, enquanto o Bradesco BBI emitirá uma fairness opinion sobre a relação de permuta proposta.

Segundo reportagem do Brazil Journal publicada em 3 de julho de 2026, a operação busca unir empresas que já compartilham o mesmo controlador, com faturamento combinado estimado em R$ 1,6 bilhão, lucro bruto de R$ 559 milhões e patrimônio líquido de R$ 3,2 bilhões. A reportagem acrescenta que a expectativa é aumentar a liquidez das ações combinadas para cerca de R$ 5 milhões por dia — ante volumes diários próximos a R$ 1 milhão para HBR e R$ 2,5 milhões para Helbor — e que a HBR poderá usar o landbank da Helbor, avaliado em R$ 12 bilhões, para novos empreendimentos.

A HBR manterá acionistas e mercado informados sobre os desdobramentos. Os laudos de avaliação estão disponíveis nos sites da CVM, da B3 e na página de Relações com Investidores da companhia. Uma teleconferência pública para detalhar a operação está agendada para 6 de julho de 2026, às 9h, em Brasília.