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A ENGIE Brasil Energia S.A. informou ao mercado, em fato relevante divulgado em 14 de julho de 2026, que seu Conselho de Administração aprovou o preço de R$ 30,50 por ação e o aumento de capital de R$ 8.359.521.862,00, no âmbito da oferta pública de distribuição primária de ações da companhia. Foram emitidas 274.082.684 novas ações ordinárias. Com a operação, o capital social da ENGIE passou a R$ 15.223.228.656,52, dividido em 1.416.381.520 ações.
A quantidade inicialmente ofertada era de 178.718.109 ações — a mesma informada no fato relevante de 6 de julho. A companhia, em comum acordo com os coordenadores, acresceu 95.364.575 ações adicionais, emitidas nas mesmas condições e pelo mesmo preço, o que corresponde a um aumento de 53,4%, permitido pelo artigo 50, parágrafo único, da Resolução CVM nº 160. Segundo o fato relevante, houve excesso de demanda superior a um terço da quantidade inicialmente ofertada.
A oferta foi coordenada por Itaú BBA, Santander, Bradesco BBI, BTG Pactual e Morgan Stanley, com esforços de colocação no exterior.
Do total, R$ 5.744.000.000,00 — cerca de 69% da oferta — foram subscritos pela ENGIE Brasil Participações Ltda. (EBP), a controladora da companhia. A EBP não integralizou em dinheiro: entrou com as ações que já detinha na Jirau Energia S.A., concessionária da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira. Na prática, a participação em Jirau que pertencia à controladora passa a pertencer à ENGIE Brasil Energia, e a controladora recebe ações em troca.
Por causa do excesso de demanda, a Resolução CVM nº 160 (artigo 56) veda a colocação de ações junto a investidores profissionais que sejam pessoas vinculadas, e essas intenções de investimento foram automaticamente canceladas. O compromisso da EBP não foi cancelado: a companhia informa que ele é irrevogável e irretratável, estava limitado ao valor da participação em Jirau e cumpre o disposto no mesmo artigo.
O laudo de avaliação de Jirau, com data-base de 31 de dezembro de 2025, indicou uma faixa de valor justo entre R$ 5.393.544.000,00 e R$ 5.932.843.000,00, com ponto médio de R$ 5.656.227.000,00.
Foi adotado um valor de referência de R$ 5.373.000.000,00, correspondente ao ponto médio menos um desconto de 5% — valor que o próprio fato relevante registra ser inferior ao limite mínimo da faixa do laudo. Sobre esse valor de referência incidiu correção pelo CDI, da data-base até 30 de junho de 2026, pela metodologia locked box, chegando aos R$ 5.744.000.000,00 efetivamente usados na subscrição — de volta ao intervalo indicado no laudo.
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O valor foi aprovado pelos acionistas em assembleia geral extraordinária realizada em 2 de julho de 2026.
A oferta foi submetida à CVM em 6 de julho e recebeu registro automático em 14 de julho, sob o nº CVM/SRE/AUT/ACO/PRI/2026/008. Pelo rito automático previsto na Resolução CVM nº 160, a oferta não foi objeto de análise prévia pela CVM, pela ANBIMA ou por qualquer outra entidade reguladora ou autorreguladora.
A oferta foi destinada exclusivamente a investidores profissionais, tendo sido concedida aos acionistas prioridade na subscrição de 100% das ações. O preço por ação foi fixado a partir da cotação na B3 e do procedimento de bookbuilding; a companhia afirma que não houve diluição injustificada dos acionistas, nos termos do artigo 170, parágrafo 1º, da Lei das Sociedades por Ações.
Não haverá lote suplementar nem procedimento de estabilização de preço. Como registra o próprio fato relevante, isso significa que o preço das ações no mercado secundário da B3 poderá flutuar significativamente após a colocação. As ações passaram a ser negociadas em 16 de julho, com liquidação física e financeira em 17 de julho de 2026.
A operação dá continuidade aos fatos relevantes divulgados pela companhia em 12 de dezembro de 2025, 27 de abril de 2026, 10 de junho de 2026 e 6 de julho de 2026.
Fonte oficial: Comissão de Valores Mobiliários · Consultar publicação original